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13 de Julho de 2010 14h45

Brasil poderia autofinanciar programas contra HIV com novo método

Terra
O Brasil e alguns países emergentes como o México poderiam autofinanciar seus programas de luta contra o HIV caso apliquem um novo tratamento, batizado de 2.0, proposto pela Unaids, a agência das Nações Unidas na luta contra a Aids.

O 2.0 é um tratamento que engloba iniciativas para a prevenção do HIV, novas práticas para sua detecção e fórmulas inovadoras para criar remédios mais eficientes, embora nenhuma delas tenha sido aplicada ainda.

"Este tratamento reduziria os custos e o nível tóxico dos anti-retrovirais", combinação que "facilitaria o acesso aos remédios drasticamente", disse Michel Sidibé, diretor-executivo da Unaids, durante a apresentação em Genebra do relatório 2010, preâmbulo da Conferência de Viena sobre aids na próxima semana.

Os países emergentes "deveriam aumentar o orçamento, mas podem conseguir caso renovem o modelo de luta contra a pandemia", sustentou.

Segundo a Unaids, pelo menos dez milhões de mortes causadas pelo vírus do HIV e um milhão de novas infecções poderiam ser evitadas caso o novo tratamento seja aplicado.

"Trata-se de simplificar a maneira na qual atualmente se fornecem os tratamentos contra o HIV e aumentar o acesso a estes remédios", disse Sidibé.

No caso da América Latina, a Unaids estima que, desde 2008, pelo menos 170 mil pessoas foram infectadas pelo HIV, aumentando o número de infectados para cerca de dois milhões.

No entanto, os índices de epidemia nesta região permanecem estáveis, aponta a organização, com uma prevalência de HIV de 0,6%.

Da mesma forma que na América Latina, a pandemia estabilizou-se na maior parte das regiões, embora seus índices sigam aumentando no leste da Europa e no centro da Ásia.

A África Subsaariana continua sendo a região mais afetada do planeta, já que em 2008 registrou 71% das novas infecções mundiais.

Hoje, só cinco milhões dos mais de 15 milhões de infectados com o vírus têm acesso a tratamentos, por isso que a Unaids propõe aos países doadores unirem esforços para criar "pílulas mais simples e menos tóxicas", "melhorar a prevenção" e aumentar "o número de testes de detecção gratuitos".

O estudo, que revela que a prevalência entre os jovens - entre 14 e 25 anos - é a que mais diminuiu nos últimos anos, aponta que pelo menos 60 milhões de pessoas de todo o mundo foram infectadas e 25 milhões morreram devido às chamadas doenças oportunistas que emergem após o contágio.

A proposta da Unaids é que os países apostem forte em um novo modelo de luta, como pode ser o tratamento 2.0 que a organização promove: "uma nova resposta para frear a pandemia", concluiu Sidibé.

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