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8 de Dezembro de 2004 16h24

Brasil pode virar exportador de trigo nos próximos anos

 

A demanda mundial de trigo deve crescer 50% nos próximos 30 anos e o Brasil tem capacidade de participar mais efetivamente do abastecimento desse mercado, segundo Erivelton Scherer Roman, chefe-geral da Embrapa Trigo, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O prognóstico, feito hoje (08/12) durante a 13ª Reunião da RCCBPT (Comissão Centro Brasileira de Pesquisa de Trigo), em Goiânia (GO), está baseada no crescimento da população e nas perspectivas de aumento de renda e de elevação do consumo. Nesta safra, a produção mundial deve chegar a 617 milhões de toneladas, de acordo as estatísticas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No Brasil, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima a produção em 6,04 milhões de toneladas. Para assumir papel de destaque como exportador de trigo, segundo ele, o Brasil será importante neste mercado somente se expandir a cultura para novas regiões, até poucas décadas atrás consideradas inapropriadas para o plantio.

Em 2004, pela primeira vez na história, o Brasil exportou 1,37 milhão de toneladas. “Existem áreas não-tradicionais, como o cerrado, que se apresentam não menos potenciais que as Regiões Sul e Sudeste”, diz. Roman afirma que a intensificação do plantio de trigo no cerrado em sistemas de rotação com culturas já difundidas como soja e milho poderá tornar o Brasil não apenas um grande abastecedor do mercado internacional, mas também avançar na sustentabilidade da produção do cereal. “É possível ser auto-suficiente e ainda exportar trigo”, diz.

Custos

O chefe-geral da Embrapa Trigo argumenta que o plantio de trigo no cerrado tem algumas características vantajosas para o agricultor em relação à região Sul do país. O trigo irrigado, cultivado depois da época das chuvas, permite, por exemplo, maior segurança na manutenção da qualidade do produto. “O risco de precipitações pluviométricas na colheita é baixo”, diz. Outro fator é que essa colheita coincide com a entressafra, quando o produto tem melhor cotação, devido à escassez de estoques.

Além disso, neste período, o trigo importado da Argentina ainda não entrou no mercado nacional. Em sua palestra, Roman ressaltou que é necessário dar mais competitividade ao trigo nacional por meio do aumento da produtividade e da redução dos custos de produção. Entretanto, alerta, esta não é uma tarefa fácil, já que os insumos estão caros e uma maior produtividade acompanhada de elevados gastos pode terminar em mau negócio.

Uma das saídas é investir na pesquisa para geração de variedades e de tecnologias que aprimorem os sistemas de produção sem a exigência de grande aporte de insumos. Roman exemplifica que no Rio Grande do Sul a produtividade média do cereal é de 2.184 kg por hectare. Contudo, há localidades que produzem 5 mil kg por hectare ou mais. O chefe-geral da Embrapa Trigo chamou atenção também para a questão do frete, um gargalo que atinge negativamente a competitividade da cadeia produtiva e encarece o escoamento do produto, quando comparado a outros países.

 

 

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