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Brasil pode sofrer novo racionamento de energia em 2007

26 Jul 2004 - 07h14
O Brasil pode sofrer outro racionamento de energia elétrica em 2007, caso o governo não estabeleça ainda este ano as regras para os investimentos em novas centrais. O alerta é da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com base em um estudo desenvolvido pelo Grupo de Acompanhamento do Setor Elétrico da entidade. O grupo previu em 1999 que os brasileiros seriam obrigados a economizar luz em 2001 porque os reservatórios de água estavam abaixo do nível e não havia outras fontes de energia para suprir o déficit das hidrelétricas.

O economista Adilson de Oliveira, um dos responsáveis pelo estudo, disse que é preciso considerar também a expectativa do próprio governo para um crescimento sustentado da economia de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dois anos, o que vai exigir a geração de mais quatro mil mw (megawats).

Segundo ele, para evitar o racionamento no segundo semestre de 2007 são necessários investimentos em geração de energia entre US$ 3,5 bilhões e US$ 4 bilhões por ano até 2007.

“Se não houver novos investimentos e se o nível de chuva diminuir no período 2005/2006, o racionamento será da ordem de 7% na região Sudeste e de 10% na região Nordeste. Já se o período crítico da falta de chuva ocorrer entre 2006/2007, o racionamento no Sudeste será de 12% e no Nordeste de 17%”, antecipou o economista.

Para Adilson de Oliveira, as novas regras têm que ser anunciadas pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, o mais rápido possível para que os investidores saibam exatamente como o empreendimento vai operar e qual será sua possível rentabilidade.

Ele lembrou, ainda, que há urgência na definição das regras porque os projetos são de longa maturação. O prazo para a conclusão de uma termelétrica é de três anos e de construção de uma hidrelétrica é de cinco anos.

“É necessário que as incertezas sejam removidas, que os projetos de geração térmica sejam licitados e que seja encontrada uma solução para a retomada dos projetos embargados por exigências de natureza ambiental”, concluiu o economista.
 
Agência Brasil

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