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17 de Dezembro de 2004 09h09

Brasil já tem mais obesos que desnutridos

Ao adotarem novos e piores hábitos alimentares, os brasileiros engordaram ao longo das últimas três décadas. São cerca de 38,6 milhões de pessoas com peso acima do recomendado, o equivalente a 40,6% da população adulta do país. Deste total, 10,5 milhões são obesos. Em 1974-75 o percentual de adultos com excesso de peso era de quase um terço do atual, de 16%.

Os dados são da segunda parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em conjunto com o Ministério da Saúde.

Por outro lado, a exposição à desnutrição, pelo conceito da necessidade diária de ingestão de calorias, diminuiu. Em 1974-1975, o problema da falta de peso atingia 7,2% da população masculina e 10,2% da população feminina. Em 1989, as taxas recuaram para 3,8% e 5,8%, respectivamente. No levantamento mais recente, as participações abaixaram para 2,8% entre os homens e para 5,2% entre as mulheres, o que resultou em 3,8 milhões de adultos com falta de peso.

Um levantamento feito entre 1974 e 1975 mostrara que o percentual de adultos acima do peso era menor - de 18,6% entre os homens e de 28,6% entre as mulheres. Vivendo num país mais urbanizado, o brasileiro trouxe para a mesa de casa mais itens industrializados e processados e ingeriu mais gorduras e um nível elevado de açúcar. Além disso, o consumo de frutas, legumes e hortaliças permaneceu muito baixo e inferior às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

- Nas famílias brasileiras de todas as classes e de todas as regiões persiste o alto consumo de açúcar, principalmente de refrigerantes, e o baixo consumo de frutas e hortaliças. E muita gordura - disse a coordenadora de Índices de preços do IBGE, Márcia Quintslr.

O problema do excesso de peso deixou de ser exclusivo das pessoas com renda mais alta e há mais gordos que magros na população de baixa renda. Entre os 20% mais pobres do país, 27% dos homens estão com peso acima do adequado e 9,5% com falta de peso. No caso da mulheres mais pobres, 38,2% estão com excesso de peso e 6,6% com peso inferior ao recomendado.

A pesquisa ainda revela as diferenças dos gastos com alimentação entre as diferentes classes de renda. As famílias mais ricas (com renda mensal acima de R$ 4 mil) gastam R$ 662,72 - maior do que quatro vezes o gasto das famílias mais pobres (com renda mensal de até R$ 400).

Em média, cada família brasileira tem uma despesa mensal de R$ 304,12 com alimentação.

O critério utilizado para definir o nível adequado de peso no estudo se baseou na relação entre peso e altura, traduzido pelo Índice de Massa Corpórea (IMC), seguindo as recomendações da OMS.

A POF 2002-2003 foi realizada entre julho de 2002 e junho de 2003 em 48.470 domicílios de áreas urbanas e rurais de todo o país.
 
Globo Online
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