Menu
LIMIT ACADEMIA
sábado, 22 de setembro de 2018
SADER_FULL
Busca
SICREDI_FATIMA
Brasil

Brasil fabricará seus próprios remédios contra aids

30 Nov 2004 - 06h57
O governo federal pretende iniciar em 2005 a produção doméstica de entre três e cinco medicamentos contra a aids que atualmente são adquiridos junto a laboratórios estrangeiros, disse hoje um funcionário do Ministério da Saúde.

Por causa dos custos elevados dos medicamentos distribuídos gratuitamente, o programa brasileiro contra a aids, que goza de reconhecimento mundial, se tornará insustentável se o País não começar a fabricar os remédios, segundo Pedro Chequer, coordenador do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério. "A decisão para que o Brasil se torne auto-suficiente naquilo que é tecnicamente possível já foi tomada", disse ele por telefone de Brasília.

O Brasil costuma tomar decisões corajosas no combate à aids. Há alguns anos, o País ameaçou quebrar as patentes dos medicamentos ou importar genéricos baratos, como estratégia para obrigar os laboratórios a reduzirem os preços cobrados. Desta vez, porém, não se trata só do preço, mas da viabilidade do programa em longo prazo, segundo Chequer.

Por depender cada vez mais de medicamentos importados, o Ministério gasta cerca de 80% do seu orçamento contra a aids na compra de remédios do exterior. Em 1999, o gasto era de 50%. "Quando estamos em 50%, a situação é mais favorável. Mas a situação está cada vez mais dura, por isso estamos a caminho de nos tornar reféns da indústria multinacional", disse o coordenador.

Chequer acrescentou que o governo está conversando com laboratórios estatais e com empresas locais para avaliar quais drogas poderão ser fabricadas no Brasil. Ele espera que a produção de algumas delas comece já em 2005. Pela lei, o governo pode declarar estado de emergência na saúde e autorizar a fabricação de qualquer medicamento no Brasil, independentemente de quem seja o dono da patente. A empresa, porém, recebe royalties pela produção nessa hipótese.

Chequer disse que a eventual produção brasileira vai cumprir as normas brasileiras e internacionais. "O Brasil não vai zombar da lei. Mas também entendemos que qualquer lei, seja ela nacional ou internacional, que interfira em nossos interesses éticos, no compromisso do governo brasileiro com o acesso universal dos pacientes (aos medicamentos), não pode ser levada a sério." Ele não quis citar os medicamentos que podem ser produzidos no Brasil. No passado, o governo negociou a redução de preços com grandes laboratórios, como Roche, Gilead Sciences, Abbot, Bristol-Myers-Squibb e Merck.

 

 

Receita Federal

Deixe seu Comentário

Leia Também

ASSALTANTE
Preso confessou que matou a ex em cela da cadeia
DISPUTA ACIRRADA
Nova pesquisa mostra empate técnico entre Haddad e Bolsonaro
SELEÇÃO BRASILEIRA
Gabriel Jesus retorna para a Seleção
LOTERIA
Mega-Sena acumula novamente e pode pagar prêmio de R$ 22 milhões
HORÁRIO DE VERÃO 2018
Horário de Verão pode ser extinto em todo território nacional
EDUCAÇÃO
‘Desejo continuar com a minha profissão, mas temo pela minha vida’, diz professor agredido em aula
SOB INVESTIGAÇÃO
Jovem é encontrada morta dentro do quarto e esposo está desaparecido
MORTE NO DETRAN
Jovem sofre parada cardíaca durante prova para tirar CNH
REALITY SHOW
‘A fazenda’: conheça os 16 participantes da nova edição
NOVELA GLOBAL
'Segundo sol': Laureta é presa por causa de armação de Luzia