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Brasil entra em alerta contra surto de rubéola

28 Ago 2007 - 05h05
Uma doença que poderia estar erradicada volta a assustar o país. Segundo o Ministério da Saúde, nove estados e o Distrito Federal registram surto de rubéola. As secretarias estão em estado de alerta para a detecção de casos da doença. A vacinação é a única forma de combate, segundo o ministério.
 
Somente em 2007, foram confirmados 1.587 casos. O estado com maior número de registros é o Rio de Janeiro, onde 1.051 casos já foram confirmados. Em seguida, vem o Ceará, com 135; e o Rio Grande do Sul, com 126. São Paulo tem 107 casos; Minas Gerais, 68; Distrito Federal, 30; Espírito Santo, 27; Paraíba, 28; Goiás,12; e Santa Catarina, com 3; completam a lista dos estados que contabilizam pacientes.
 
O número de ocorrências da doença no Brasil vinha caindo de maneira significativa desde 1997, quando foram registrados 32.825 casos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2005, o número chegou a 351, mas no ano passado um novo surto foi detectado. "Desde junho de 2006 começamos a observar o início deste atual surto", diz Ricardo Pio Marins, coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde.
 
“O surto é gerado por meio de cadeia de transmissão. Os casos são correlacionados”, explica Marins. “80% dos casos ocorrem entre homens”, afirma Marins. A maioria entre aqueles com 20 a 29 anos. Pessoas nesta faixa etária não receberam dose da vacina tríplice viral, que protege contra rubéola, sarampo e caxumba. Essa vacina só começou a fazer parte do calendário em 1992. O primeiro estado a implantá-la foi São Paulo.

A maior preocupação é com a síndrome de rubéola congênita, em que a gestante não vacinada pode adquirir e transmitir ao feto. “A criança pode nascer com complicações resultantes da infecção da rubéola, como catarata, surdez, problemas cardíacos ou neurológicos”, afirma a médica Sandra Campos, professora de pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 
Segundo Sandra, 40% das mulheres que contraem a doença nos três primeiros meses de gravidez têm filhos com algum tipo de complicação.
 
Os sintomas gerais são leves, como mal-estar, febre e manifestação catarral das vias respiratórias superiores. Depois destes, costuma surgir a erupção na pele, de coloração avermelhada. “A rubéola faz parte das doenças exantemáticas e, como a catapora e o sarampo, provoca manifestações na pele”, afirma Sandra.
 
 
G1

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