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16 de Novembro de 2004 16h21

Brasil crescerá até 3,9% em 2005, diz Bird

Enquanto a economia global deve crescer 3,2% em 2005, a brasileira deve registrar uma expansão entre 3,7% e 3,9%, segundo estimativas do Banco Mundial (Bird) divulgadas nesta terça-feira no relatório Perspectivas para a Economia Global em 2005.

Apesar de a previsão de crescimento do PIB brasileiro estar acima da média mundial, as outras regiões em desenvolvimento aparecem com índices mais positivos, como, por exemplo, a Europa Oriental e a Ásia Central, com 5,6% de crescimento em 2005 e Oriente Médio e a África do Norte com 4,7%.

O ano de 2004 está se encerrando como o ano "mais saudável" das últimas três décadas para os países em desenvolvimento, com um crescimento de 6,1%. Todas as regiões estão crescendo de forma mais rápida do que a média registrada nos anos 80 e 90.

Mesmo se forem excluídos dessa lista países que registraram uma grande elevação do PIB, como a China (8,8%), a Índia (6%) e a Rússia (8%), calcula-se que a atividade econômica nos países em desenvolvimento aumentou 5% em 2004.

A América Latina e o Caribe devem registrar um crescimento em 2004 de 4,7%, superando as estimativas de 3,8% feitas pelo Bird em abril deste ano.

Retorno aos "bons tempos"

O bom desempenho é resultado de uma combinação de uma melhor administração macroeconômica e um ambiente mais propício para investimentos domésticos agregado à recuperação cíclica da economia global.

Segundo Guillermo Perry, economista-chefe do Bird para a América Latina e o Caribe, "os bons tempos estão de volta na região".

"Esperamos um crescimento de 4,7% para este ano, o maior aumento desde 1997, graças aos preços de commodities, ao aumento do fluxo de capitais e um crescimento mais forte nos Estados Unidos, Europa e Japão, assim como melhores fundamentos econômicos nos países."

O comércio mundial cresceu 10,2% em 2004, com os países em desenvolvimento aumentando sua participação no mercado mundial em 19%.

Grande parte disso é atribuída à China, que teve sua participação na exportação mundial duplicada de 2,9% para 5,8% entre 2000 e 2004.

O relatório prevê uma desaceleração do crescimento em 2005 e 2006, liderada pela expansão menor prevista nos países desenvolvidos.

Acordos regionais O relatório Perspectivas para a Economia Global para 2005 destaca o crescimento de um fenômeno que está reformulando a arquitetura do sistema de comércio mundial: a rápida proliferação de acordos de comércio regionais, que podem ser acordos de livre comércio bilaterais ou plurilaterais ou, mais raramente, uniões alfandegárias.

Segundo o estudo, ao mesmo tempo em que esses acordos promovem o desenvolvimento, eles podem levar a um desvio comercial que prejudica tanto os países que integram o acordo como aqueles que ficaram de fora. Para evitar prejuízos nos acordos regionais, o Banco Mundial sugere que eles sejam complementares "a um sistema multilateral não-discriminatório por meio do esforço de atingir um 'regionalismo aberto' - o que significa acordos com poucas barreiras comerciais, regras não-restritivas de origem, mercados de serviços liberalizados e um foco concentrado na redução de custos de transação nas fronteiras".

A instituição sugere ainda que um bom acordo na Rodada de Doha facilitaria a abertura do regionalismo e para isso aposta no sucesso de um dos maiores esforços de muitos países em desenvolvimento, como o Brasil: a redução da proteção a produtos agrícolas e manufaturados. Isso, segundo o relatório "reduziria os efeitos discriminatórios nos acordos regionais".

 

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