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Botafogo vence o Cabofriense e decide título com o Flamengo

23 Abr 2007 - 04h15
O Botafogo confirmou seu favoritismo e derrotou a Cabofriense por 3 a 1, conquistando o título da Taça Rio. Conseqüentemente, o time alvinegro garantiu decisão nas finais do Estadual contra o Flamengo, nos dias 29 de abril e 6 de maio.

Com um futebol envolvente, o Botafogo poderia ter goleado, tamanha facilidade para chegar à área adversária. A torcida alvinegra, que lotou o Maracanã, soltou o grito de campeão aos 19 minutos do primeiro tempo, quando o time já vencia por 3 a 0. “O time jogou bem e soube administrar o resultado. Flamengo e Botafogo vão fazer uma final merecida. Quem ganha com isso é o torcedor”, declarou o técnico Cuca, eufórico.

Com a derrota, a Cabofriense beneficiou o América, que garantiu classificação para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2007, e ainda pode perder o seu treinador. Waldemar Lemos é o nome mais cotado para assumir o Fluminense.

 “Fico satisfeito pela lembrança”, disse o treinador, antes do início da decisão. No primeiro jogo das finais, domingo passado, o Botafogo finalizou 33 vezes, fez apenas dois gols, e lamentou o empate por 2 a 2 no primeiro jogo da final.

O goleiro Gatti, da Cabofriense, saiu do estádio como herói. Neste domingo, no entanto, ele não conseguiu parar o ataque alvinegro. Aos 11 minutos, o volante Túlio fez 1 a 0 num chute de primeira, após cobrança de falta do lateral-esquerdo Luciano Almeida.

Logo em seguida, o atacante Dodô foi autor de mais uma obra-prima. Driblou um zagueiro da Cabofriense e, de fora da área, acertou um chute forte no ângulo. Gatti só pulou por hábito. “Uh, tá maneiro! O Dodô é artilheiro”, gritou a torcida, que o tem como ídolo. A festa ficou completa com o lance que originou o terceiro gol do Botafogo.

A equipe trocou pelo menos cinco passes antes do lançamento de Joílson para o meia Zé Roberto, que não perdoou. A euforia nas arquibancadas não diminuiu com o gol de cabeça do atacante Willian, aos 25 minutos: 3 a 1.

Na segunda etapa, um lance inusitado chamou a atenção. O zagueiro Cléberson deu um beijo no rosto do árbitro Ubiraci Damásio enquanto reclamava de uma marcação de falta e levou cartão amarelo.

O juiz também se envolveu em outro lance polêmico. Quase no fim do confronto, ele demorou a assinalar falta clara de lateral-esquerdo Júlio César em Zé Roberto e, na seqüência do lance, Alexandro superou o goleiro Lopes, o que daria nova vida ao Cabofriense.

Mas o árbitro, tardiamente, anulou o gol ao observar o auxiliar Beival do Nascimento Souza com a bandeira levantada e confirmando a irregularidade da jogada. Beival foi chamado de ladrão pelo técnico da Cabofriense. “É uma vergonha”, esbravejou Waldemar.

O Botafogo também poderia reclamar do gol de Zé Roberto mal anulado pela arbitragem, mas preferiu comemorar a conquista com os torcedores.

 

 

AgEstado

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