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Brasil

Biblioteca de Dourados descarta livros por falta de espaço

17 Ago 2007 - 09h49
A Biblioteca Pública Municipal Vicente de Carvalho, instalada na Praça Mário Correia, no município de Dourados está "jogando" no lixo centenas de livros que não podem ser preservados por falta de espaço físico. As publicações, inclusive de autores renomados como Monteiro Lobato, Machado de Assis, Lima Barreto, José de Alencar e Érico Veríssimo, vão parar em empresas de reciclagem de papel. Na maioria das vezes, obras de valor imensurável são vendidas por quilo junto com centenas de apostilas que são doadas por escolas particulares.
Só nesta semana, mais de 200 livros que iriam virar papel reciclado foram resgatados por voluntários que vão encaminhar todo material para uma escola de Dourados. “É constrangedor chegar ao ponto de descartar essas obras, mas não temos outra escolha já que o prédio é pequeno e, apesar de inúmeras tentativas, não conseguimos um depósito para guardar as publicações", confirma Sidney de Paulo Lopes, coordenador da Biblioteca Pública Municipal.
"É preciso salientar que estes livros chegam à biblioteca através de doações feitas pela própria comunidade e, na maioria das vezes, são obras que já existem no nosso acervo e não temos outra escolha senão encaminhar para o descarte", explica Lopes. "A maioria das publicações é apostila, mas existem obras clássicas que chegam à biblioteca e que não são aproveitadas por falta de espaço", explica. "Mas é preciso ressaltar que os livros descartados são aqueles que não têm mais utilidade", conclui.
O coordenador da Biblioteca Pública ainda afirma que tem feito esforços para impedir o descarte dos livros, mas não vem obtendo sucesso junto ao poder público. "Já perdi a conta do número de vezes que solicitei à Secretaria Municipal de Educação a compra de prateleiras de aço para criar mais uma fileira na biblioteca e, com isto, acomodar mais livros, porém, até hoje não fomos atendidos", confirma Lopes. A reportagem do Jornal O Progresso realizou a cotação de preços das prateleiras em diversas lojas de Dourados e constatou que cada uma custa entre R$ 92 e R$ 105, portanto, com pouco mais de R$ 600 seria possível impedir que centenas de livros acabem indo para o lixo em Dourados.
ESCOLAS
Ao ser questionado sobre a possibilidade de repassar os livros para escolas públicas ao invés de descarta-los para reciclagem de papel, o coordenador Sidney de Paulo Lopes afirmou que nem mesmo os estabelecimentos de ensino se interessam pelas publicações. "Tenho mantido contato com diretores de escolas, informado sobre a disponibilidade dos livros e a riqueza dos acervos, mas até hoje nenhum diretor procurou a Biblioteca Municipal para recolher os exemplares", justifica. Para ele, isto ocorre porque a maioria das escolas trocou o hábito da pesquisa em livros impressos pela consulta em sites da internet.
"Antes, a Biblioteca Municipal recebia dezenas de estudantes todos os dias e chegava a formar fila de espera para ocupar as cadeiras", comenta Lopes. "Hoje, são raros os momentos que temos mais de duas pessoas fazendo pesquisa ao mesmo tempo e a média de visitas diárias não passa de 10", lamenta. "Além disto, os estudantes que não têm acesso à internet nas escolas acabam recorrendo aos cybers onde pagam R$ 1,50 e passam duas horas fazendo pesquisa", finaliza.

 

 

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