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Brasil

Bento XVI chega a Roma após visita ao Brasil

14 Mai 2007 - 09h37
O Papa Bento XVI retornou nesta segunda-feira (14) a Roma procedente de São Paulo, após sua visita ao Brasil, onde inaugurou a 5ª Conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam) no Santuário de Aparecida.
 
O avião que levou o Papa a partir de São Paulo, um Boeing 777 da companhia aérea Alitalia, aterrissou no aeroporto romano de Ciampino, ao sul da cidade, às 12h30 (7h30 de Brasília), após percorrer os 9.465 quilômetros que separam as duas cidades.
Do aeroporto de Ciampino, o Papa irá à sua residência de verão de Castelgandolfo, a cerca de 30 quilômetros da capital italiana, onde, segundo fontes vaticanas, descansará até a próxima sexta-feira.
Segundo as mesmas fontes, a audiência geral da quarta-feira foi cancelada para permitir o descanso do Pontífice após a viagem.
 
 Último dia
No domingo (13), em seu último dia no Brasil, o Papa Bento XVI aproveitou para ditar os caminhos que espera que a Igreja tome no Brasil e em toda a América Latina. Durante a manhã, em missa de abertura do Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe (Celam), afirmou que o maior tesouro da Igreja Católica no continente é a "fé no Deus Amor", e não "uma ideologia política, nem um movimento social, e tampouco um sistema econômico; é a fé no Deus Amor", disse.

Leia o especial Papa no Brasil
 
Em um discurso feito em português e espanhol, o Papa frisou que é a visão da "Jerusalém Celeste" (Reino de Deus) que deve guiar os fiéis, e não ideologias que não têm Deus no seu centro. Isso não significa, segundo o líder da Igreja, que os católicos devam fechar os olhos à realidade social do continente.
 
O público presente no local, no entanto, ficou abaixo do esperado. O Exército estima que 150 mil pessoas estiveram presentes no Santuário Nacional de Aparecida neste domingo, número abaixo da expectativa da organização, que era de 500 mil. O ex-arcebispo de São Paulo e prefeito da Congregação para o Clero do Vaticano, Dom Claudio Hummes, disse a expectativa de um grande público fez muitos fiéis optarem por ficar em casa e acompanhar a missa pela TV. O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues (DEM), conhecido como Zé Louquinho, disse que “quem veio a Aparecida teve momentos inesquecíveis. Quem não veio, perdeu”.
 
 
Mais tarde, na abertura dos trabalhos da Celam, o Bispo de Roma apontou um programa duro para os católicos da região, com repercussões morais, políticas e até historiográficas. O pronunciamento incisivo se baseou num diagnóstico sem eufemismos dos problemas que a Igreja Católica, que ele lidera, enfrenta na América Latina.
 
Em fala a uma platéia de cerca de 250 participantes da conferência, a maioria bispos, o Papa afirmou que nota um "certo enfraquecimento" da vida cristã na região; enfraquecimento esse que se manifesta, segundo ele, até no número de fiéis atuantes.
 
Os "remédios" apresentados na extensa lista do Papa vão desde o incentivo às mães que querem se dedicar à família em casa até a rejeição das ideologias, em benefício de uma doutrina social baseada na fé.
 
 
O Papa começou o discurso por um referência histórica polêmica, ao afirmar que a fé católica não foi imposta aos povos que viviam no continente americano quando Cristóvão Colombo chegou, em 1492. "O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estrangeira", defendeu.
 
O líder da Igreja Católica criticou as tentativas de resgatar a vitalidade das religiões nativas. "A utopia de voltar dar a vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas um retrocesso. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado", disse.
 
 Mal no presente, solução no futuro
Depois de rever o passado, o Papa lamentou as manifestações do mal no presente e apontou o que consideram serem soluções para o futuro.
 
No campo moral, o Papa atribuiu às "leis contrárias ao matrimônio" e às que favorecem os anticoncepcionais e o aborto o status de ameaças ao "futuro dos povos". De acordo com o Papa, a instituição da família é atacada pela ausência de religião (secularismo) e pela falta de valores absolutos (relativismo).
 
Bento XVI conferiu aos jovens um papel-chave na resistência a esses males, opondo-se "às fáceis ilusões da felicidade imediata e dos paraísos enganosos da droga, do prazer, do álcool, junto com todas as formas de violência".
 
 Mulheres em casa
Na avaliação do líder dos católicos, em algumas famílias latino-americanas persiste, "por desgraça", uma mentalidade "machista", que ignora as regras do cristianismo - "que reconhece e proclama iguais a dignidade e a responsabilidade do homem e da mulher". 
 
Em outro momento, o Papa deu uma dimensão política à luta pelo que encara como "dignidade" feminina, ao pedir apoio do Estado às mães interessadas em dedicar-se exclusivamente à família. "As mães que querem dedicar-se plenamente à educação de seus filhos e ao serviço da família devem gozar das condições necessárias para fazê-lo, e para isso devem ter o direito de contar o com apoio do Estado", afirmou.
 
"O papel da mãe é fundamental para o futuro da sociedade", afirmou o Papa, que classificou a família de "patrimônio da humanidade". Segundo o Bispo de Roma, a união familiar constitui "um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos", principalmente por seu papel como "escola da fé".
 
Na mesma fala, Bento XVI fez um chamado aos católicos para que observem com atenção a vida política da América Latina. De acordo com o líder da Igreja, a persistência de "formas de governo autoritárias ou sujeitas a ideologias que se acreditavam superadas" é preocupante.
 
Para o pontífice, há uma carência de boas lideranças católicas, capazes de promover com eficácia e coerência os valores da religião nos seus respectivos campos de atividade, seja no âmbito da política, da comunicação e da universidade. A internet, segundo o Papa, é um dos instrumentos que devem ser usados nos esforços de reação.
 
 
G1

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