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Brasil

Bento XVI autoriza beatificação de menina de SC

16 Abr 2007 - 13h00
O papa Bento XVI autorizou a beatificação da menina Albertina Berkenbrock, que já está marcada para o dia 20 de outubro na diocese de Tubarão, cidade do sul de Santa Catarina. Filha de imigrantes alemães, Albertina nasceu na pequena comunidade de São Luiz, pertencente ao município de Imaruí em 1919. Aos 12 anos, foi assassinada por um empregado de seu pai, quando lutava para se defender de um estupro. Como não conseguiu violentar a menina, o lavrador acabou matando a garota.
O processo de beatificação teve início em 1952, quando, na mesma capela onde Albertina recebeu a primeira comunhão, o Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Florianópolis deu início ao processo de sua beatificação e canonização. Em 1956, foi feito um processo complementar, mas três anos depois, ele é deixado de lado, permanecendo interrompido por mais de quarenta anos e retomado em 2000.
Com a retomada, foi nomeado um postulador da beatificação e, em fevereiro de 2001, o corpo de Albertina foi exumado e seus restos mortais levados para dentro da igreja de São Luís. Em 16 de dezembro do ano passado, Albertina recebeu um decreto sobre o martírio.
Com isso, ela foi considerada mártir por defender a castidade com a vida e a sua beatificação não necessita de comprovação de milagres. "Albertina tem se destacado como modelo de vida e santidade para milhares de pessoas em todo o Brasil e, mesmo no exterior", diz o padre Sérgio Jeremias de Souza, da diocese de Tubarão e Vice-Postulador da Causa no Brasil.
"Os jovens se identificam muito com seu modelo de vida e seu heroísmo no martírio. É grande o número de adolescentes que visitam o seu túmulo na Igreja de São Luís". Sérgio disse que mesmo sendo mártir, milagres são atribuídos à menina Albertina. "Milhares de graças foram conseguidas por sua intercessão".
A notícia da beatificacação de Albertina Berkenbrock transformou a pequena cidade de Imaruí. Com 13 mil habitantes e localizada no litoral sul de Santa Catarina, a 101 km de Florianópolis, a cidade já está se transformando em centro de peregrinação religiosa.
"É a primeira santa nascida genuinamente no Brasil e um exemplo para nossos jovens. Albertina é um modelo de vida e santidade cristãs: alguém que morreu heroicamente defendendo os valores do evangelho", diz o padre Jeremias.
"As pessoas necessitam de modelos em meio a tanta violência e à falta de sentido na vida em que vivemos hoje em dia. Com Albertina podemos ter a certeza: a santidade vale a pena e está ao alcance de todos os fiéis."
O padre tem efetuado um trabalho de levantar as possíveis graças e milagres alcançados por Albertina. Mesmo sendo ela dispensada de comprovação de milagres, o religioso tem buscado relatos de pessoas que dizem ter tido preces atendidas.
Este ano, além de Albertina, no dia 20 de outubro, serão beatificados Padre Manuel Gomes Gonzales e o coroinha Adílio Daronch, no Rio Grande do Sul, em 21 de outubro. No dia 25, na Bahia, receberá a graça a irmã Lindalva Justo de Oliveira.

 

 

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