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Brasil

Barril do petróleo atinge recorde e fecha a US$ 44,41

5 Ago 2004 - 17h21
O petróleo voltou a subir e fechou hoje na cotação recorde de US$ 44,41 devido às dificuldades financeiras da gigante petrolífera russa Yukos. Durante o dia, o barril atingiu até US$ 44,50, maior valor desde o início da negociação do contrato na Bolsa Mercantil de Nova York, em 1983.

Hoje o governo russo proibiu a Yukos de usar recursos de contas bloqueadas devido a uma dívida em impostos no valor de US$ 3,4 bilhões em impostos em 2000. Ontem, o petróleo havia recuado após autoridades permitirem à Yukos acessar às contas para continuar financiando sua produção.

Os investidores temem que a perda da produção da Yukos --cerca de 1,7 milhão de barris por dia, quase 2% da produção mundial-- agrave a situação do suprimento do produto no mercado global de petróleo, com o forte aumento da demanda.

"A situação da Yukos ficou consideravelmente pior agora", disse o vice-presidente do grupo de análise de risco do setor de energia Fimat USA, John Kilduff. "O mercado não pode arcar com a falta desta quantidade de petróleo por tempo nenhum." Em Londres, o barril do Brent para setembro também atingiu preço recorde de US$ 41,15.

Os ataques às instalações de produção e de exportação no Iraque são um outro fator de preocupação. O oleoduto entre Kirkuk (norte do país) e o porto turco de Ceyhan foram sabotados na terça-feira, interrompendo as exportações de petróleo do Iraque para esse terminal. Foram os mais recentes em uma série de ataques que as instalações petrolíferas iraquianas vêm sofrendo nos últimos meses.

O presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, reconheceu, também na terça-feira, que o cartel precisa de tempo para aumentar a oferta de petróleo bruto e deter, com isso, o forte aumento dos preços. "O preço do petróleo está muito alto, é loucura. Não há capacidade adicional [de fornecimento]", disse.

Analistas do setor dizem que o preço do barril do petróleo poderia chegar a US$ 50 até o fim de 2004 se a demanda continuar aumentando sem um crescimento correspondente na produção.
 
Folha Online

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