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1 de Outubro de 2004 07h39

Bancários reduzem proposta e negociação pode ser retomada

A greve dos bancários chega nesta sexta-feira ao 17º dia e pode comprometer o pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Para não prejudicar os beneficiários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prometeu pessoal para o pagamento.

A partir de hoje, cerca de 370 mil novos aposentados devem ir às agências bancárias para receber o benefício pela primeira vez. Eles precisam entrar na agência para receber de um funcionário o cartão que permitirá o saque dos recursos.

Já os 22,5 milhões de aposentados que já recebem o benefício e possuem o cartão, poderão sacar os recursos em caixas eletrônicos ou correspondentes bancários.

Atendimento garantido no RS

No Rio Grande do Sul, representantes dos sindicatos dos bancários e dos bancos firmaram um compromisso ontem para não prejudicar os aposentados e pensionistas.

Os grevistas se comprometeram a não impedir o atendimentos dos segurados do INSS e os bancos vão realizar o atendimento com os funcionários que não aderiram à greve.

O serviço no interior das agências afetadas pela greve, entretanto, só está garantido para os aposentados e pensionistas do INSS.

Mais de 1,8 milhão de aposentados e pensionistas têm a receber R$ 843 milhões entre hoje e quinta-feira no Rio Grande do Sul. Pelo menos 33,2 mil não podem sacar o benefício em terminais de auto-atendimento, porque ainda não têm o cartão magnético.

Negociação continua

Nesta sexta-feira, uma nova assembléia acontece em São Paulo, às 15h. O Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vantuil Abdala, se reúne hoje com dirigentes da Fenaban. Se as conversas avançarem, uma nova reunião deve acontecer na próxima semana.

O ministro espera que representantes dos bancos e dos grevistas sentem à mesa de negociações já na segunda-feira. O diálogo, ressaltou, pressupõe a disposição de ambos de "ceder em alguma coisa".

Para Vantuil Abdala, o ideal seria que a reunião fosse realizada entre as duas partes. "Mas se eles entenderem que há conveniência da nossa participação, participaremos com muito prazer e, se acharem conveniente, essa reunião se dará aqui no próprio Tribunal", antecipou. Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Bancários, disse que há disposição ao diálogo.

Nova proposta

Ontem, após reunião com Abdala, os bancários decidiram em assembléia apresentar uma proposta de reajuste salarial menor do que a atual. Eles recuaram dos 25% iniciais para 19%, que será apresentada à Fenaban. Os bancos oferecem 8,5% de reajuste.

Em entrevista coletiva que se seguiu à reunião com o comando de greve, o presidente insistiu no caráter informal da mediação. "Minha participação para mediar o conflito é informal e não na condição de magistrado e presidente do Tribunal Superior do Trabalho", disse.

Em resposta à pergunta sobre a liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (2ª Região) para obrigar a reabertura das agências bancárias, Vantuil Abdala voltou a insistir na necessidade de negociação.

Ele ressaltou que, na condição de presidente do TST não lhe cabe fazer avaliação de decisões de tribunais regionais do trabalho, porém considerou inconveniente a tentativa de soluções regionais. "A solução tem que ser global e negociada", disse.

O sindicato paulista não cumpriu a decisão do Tribunal Regional de São Paulo para a abertura de todas as agências com pelo menos 60% do pessoal, sob pena de multa de R$ 200 mil.

Apesar de toda a confusão jurídica, a maioria das agências da capital paulista abriu as portas normalmente ontem. O maior foco de "resistência" da greve está no Centro da Cidade, na região da Rua XV de novembro.

Depois de uma reunião informal no TST com o comando de greve, Vantuil Abdala disse que o momento é delicado e que a paralisação chegou a um ponto perigoso devido ao "distanciamento das partes". "Quando isso acontece, a tendência de ambas as partes é de radicalizar e cada um firmar uma posição e não ceder", afirmou.

 

 

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