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22 de Outubro de 2004 07h00

Bancários fazem assembléias para avaliar decisão do TST

Bancários de todo o País discutem hoje a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre o dissídio da categoria. A Executiva Nacional dos Bancários reúne-se, a partir das 10 horas, em São Paulo, para avaliar o resultado do julgamento.

Na ocasião, a executiva também vai discutir os próximos passos da campanha salarial da categoria. A reunião será na sede da Confederação Nacional dos Bancários (CNB).

O julgamento do dissídio coletivo, no TST, estabeleceu que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal concedam o reajuste salarial proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de 8,5%, além do abono de R$ 1 mil e outros R$ 30 fixos por mês para os trabalhadores que ganham até R$ 1.500. A Justiça do Trabalho determinou ainda o pagamento de 50% dos dias parados e a compensação dos outros 50% em horas de trabalho.

No Distrito Federal, o Sindicato dos Bancários tem assembléia marcada para as 19 horas. O secretário-geral do sindicato, Jair Pedro Ferreira, disse que apenas uma parte das reivindicações foi discutida na votação do dissídio e que "ainda faltam as outras 50 cláusulas, entre elas as sociais."

Segundo Ferreira, o pagamento da cesta-alimentação extraordinária de R$ 217 pelos dois bancos foi indeferido pelo TST, que também não julgou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), remetendo a avaliação para negociação entre os bancários e a direção do banco.

Os bancários de Pernambuco também se reúnem à noite em assembléia, na sede do sindicato, para avaliar a decisão do TST. A greve dos bancários no estado durou 28 dias.

De acordo com o presidente do sindicato, Marlos Guedes, houve avanços e retrocessos no julgamento. Entre os pontos favoráveis, ele considera o abono de R$ 1.000 e o fato de não haver desconto dos dias não trabalhados.

Marlos também destacou que o processo não foi concluído. "Independentemente da resolução do TST, terão que ser reabertos os canais de negociação com os bancos públicos e privados e o sindicato patronal, já que não houve acordo global", enfatizou.

Pernambuco tem 8.500 bancários e 650 agências e postos de atendimento de instituições financeiras públicas e privadas.

Na semana passada, os bancários de todo o País encerraram uma greve que durou 30 dias. A categoria pedia reajuste de 19%.

 

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