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30 de Março de 2007 13h00

Bancada federal trava guerra silenciosa por cargos

A indicação de nomes para o comando de órgãos federais em Mato Grosso do Sul, como DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), Funasa (Fundação Nacional de Saúde), Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária), DFA (Delegacia Federal de Agricultura) e DRT (Delegacia Regional do Trabalho) é o centro de uma verdadeira guerra de bastidores entre os deputados e senadores da bancada federal do Estado.

Embora seja oposição ao governo de André Puccinelli (PMDB), o PT aposta na coalizão entre os partidos, em âmbito federal, para garantir a maior fatia possível no bolo de cargos. Os petistas lutam pelas indicações mais abertamente, enquanto que os aliados de André, PSDB, PPS e o próprio PMDB, conversam nos bastidores, mantendo a aparente serenidade dos que aguardam a decisão de André.

O governador diz que as indicações serão definidas “em consenso” pela bancada, mas os parlamentares sabem que os nomes devem ser do agrado de André, que tem capitaneado pessoalmente as negociações e conversado com os deputados e senadores individualmente.

Boquinha

O deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) define bem a temperatura dos debates sobre os cargos. “Só teve foi muita conversa, muita promessa, e nenhuma resolução prática entre as forças PMDB e PT. É muita fofoca da imprensa, muita gente querendo uma boquinha. A bancada ainda não se reuniu”, disse Biffi. Segundo André, a reunião com toda a bancada seria realizada ainda esta semana.

As indicações petistas deverão ser avalizadas pelo diretório regional do partido, mais precisamente pelo presidente Mariano Cabreira, conforme orientação da direção nacional da sigla. Ele, contudo, se esquiva de falar sobre as indicações. “Não vou falar sobre esse assunto. É uma consulta ao partido. Há uma disputa, uma conversa, prefiro não levar a público para não atrapalhar as negociações”, disse Cabreira.

Briga de foice

Questionado se teria elaborado uma lista de indicados para entregar ao governador, o presidente do PT disse que não se reportaria a André e que não vai conversar com o governador sobre o assunto.

Biffi confirmou a existência da lista. “Existem uns 200 nomes na lista do PT querendo vagas. Mas tem apenas umas 30 ou 40 vagas, mais ou menos, entre cargos importantes e cargos menores. Está uma guerra de foice no escuro. Eu estou apenas de espectador, o que sobrar eu pego”, afirmou o deputado.

Segundo o deputado Vander Loubet, o interesse dos petistas vai além do DNIT-MS, Funasa e Incra-MS, atualmente da cota do partido. Loubet reiterou que as negociações estão a cargo do presidente Mariano Cabreira.

Governistas

Do lado dos que apóiam André, a cobrança é pela definição dos cargos, que atrasou também pela demora na reforma ministerial do governo Lula. O deputado pedetista Dagoberto Nogueira, em primeiro mandato no Congresso Nacional, aguarda um posicionamento do governador. “Nós vamos reunir, já era para ter reunido, não estamos mexendo nisso, o governador está muito corrido e provavelmente na próxima semana vamos nos encontrar para discutir isso”, acredita o parlamentar. Atualmente, o PDT estadual “não tem nada, é claro que eu quero espaço político, mas vou aguardar o governador”, anunciou o deputado. Entre os pleitos do PDT está a permanência do superintendente do Dnit, Marcelo Miranda.

O coordenador da Bancada Federal, deputado Geraldo Resende (PPS), também preferiu não anunciar os cargos que interessam ao PPS. “Estou apoiando o governador André Puccinelli e o que ele decidir eu vou acatar. Não pedi nenhum cargo e estou aguardando a decisão do governador”, disse Geraldo, que cede agora para contar, mais para frente, com o apoio de André em uma possível disputa pela prefeitura de Dourados.

A senadora Marisa Serrano e o deputado federal Waldir Neves, ambos do PSDB, mantêm o discurso do “não queremos cargo”. Marisa descarta qualquer participação na indicação dos titulares de órgãos federais no Estado. Já Neves, é mais flexível. Ele tem dito que embora a parceria com o PMDB não esteja condicionada a cargos, os tucanos têm “excelentes quadros” que podem auxiliar o governo.

Nelson Trad (PMDB) também está no time dos que aguardam a decisão de André. “Estou esperando o governador, tive conversas aleatórias com os membros da bancada e não acho que será feito em separado. Eu espero que o governador reúna todos os membros e, em um concílio amigável, faça a divisão. Eu acho que esse será o melhor procedimento”, disse o deputado.

O deputado Waldemir Moka, que também preside o PMDB em Mato Grosso do Sul, prefere não tocar no assunto. “Não quero falar sobre isso, não trato disso. Passo longe dessa discussão”, refutou Moka.

Ao ser procurada, a assessoria do deputado Antônio Cruz (PP) informou que o deputado não podia falar com a reportagem do Midiamax. Os senadores Valter Pereira (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) não foram localizados.

 

 

 

 

 

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