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Fátima do Sul, 20 de Outubro de 2017
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18 de Novembro de 2004 10h20

Avicultores de Dourados discutem hoje sobre crise no setor

 

Avicultores da região de Dourados reúnem-se hoje, às 10 horas, na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) para discutir sobre os prejuízos que a categoria amarga há mais de dois anos. No período da tarde, às 14 horas, o grupo segue para a Secretaria Estadual de Produção e Turismo, onde conversarão com o secretário Dagoberto Nogueira.

De acordo com a Câmara Setorial da Avicultura e Estrutiocultura, Mato Grosso do Sul é o sexto Estado brasileiro na produção de aves, com seis indústrias processadoras. Mas apesar deste cenário favorável, a cadeia produtiva da carne de frango esta com alguns elos em dificuldades, o que pode comprometer todo o desenvolvimento do setor em Mato Grosso do Sul. Os produtores da região de Dourados já começaram a abandonar a atividade, fechando e até vendendo os aviários para outras regiões produtivas.

Eles alegam que o preço que recebem por cabeça de frango não cobre os custos de produção e, além disso, o longo período entre uma remessa e outra para alojamento das aves, não compensa o alto investimento dos aviários. O presidente da Comissão da Pequena Propriedade da Famasul, Cláudio Pradella, também produtor de frango, já estava sentindo na pele as dificuldades em manter seus aviários, quando resolveu visitar outras propriedades rurais e as associações de avicultores de cinco municípios.

A proposta dele era somar forças para juntos buscarem uma solução para crise. "Nós não queremos deixar a atividade, queremos produzir", disse Pradella, completando que foi lamentável o que viu em cerca de dez propriedades, onde os produtores estão se desfazendo dos bens e do rebanho para sobreviver e pagar as contas do aviário porque o preço pago pelas aves criadas não é suficiente para cobrir os custos. “Não poderia chegar nesse ponto. É uma atividade muito digna de trabalhar que produz alimento para a sociedade, para o mundo todo, Nós como produtores nos orgulhamos disso, mas nós que produzimos estamos passando fome”, desabafou Pradella, destacando que a crise não é só para o produtor.

A cadeia produtiva é grande e envolve muitas pessoas, como os limpadores dos aviários, os pegadores de aves, passando pelo médico veterinário, e os transportadores tanto de ração quanto das aves prontas para o abate. “Essa situação não é boa para ninguém, até o município e o estado sofrem as conseqüências porque deixam de arrecadar”. De acordo com Pradela dos 400 aviários que integram a empresa da região mais de 100 já estão desativados ou foram vendidos.

O produtor Ari Favieri, de Douradina, acaba de vender todas as suas instalações, mesmo tendo investido cerca de R$ 30 mil na ampliação e tecnificação há menos de um ano. Ele conta que entrou na avicultura em 1990, e que a atividade foi vantajosa por muito tempo, mas hoje já não vale a pena continuar. "A avicultura já era, agora e só lembrança, vendi antes de perder ainda mais", lamenta.

No mês de agosto todas estas associações estiveram reunidas com a direção da avipal e apresentaram uma pauta de reivindicação, mostrando inclusive um vídeo com depoimentos dos produtores rurais. Na reunião que foi conduzida pelo diretor xxxx que veio da matriz em Porto Alegre, ficou estabelecido um prazo de 30 dias para uma adequação das condições de trabalho e remuneração. De acordo com Cláudio Pradella, passado mais de 40 nada mudou.

 

 

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