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27 de Setembro de 2004 15h10

Atuação de jovens é decisiva na redução da violência escolar

Não há receita pronta para o enfrentamento da violência nas escolas, mas elas são capazes de pôr em prática ações que tragam as soluções, que dependem muito da participação dos jovens para o alcance de resultados.

As conclusões são do representante da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Alberto Albino dos Santos, sobre a realidade das escolas públicas brasileiras e as ações do programa Ética e Cidadania Construindo Valores na Escola e na Sociedade, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, do governo federal.

Alberto participa do Seminário Regional de Ética e Cidadania, que acontece hoje no Centro de Educação Profissional Ezequiel Ferreira Lima (Cepef), em Campo Grande. Segundo o gestor, o caminho proposto às escolas é o da educação pelos direitos humanos, pela ética e pela cidadania, essencialmente prático e com exigência de ampla participação das comunidades da escola e de fora dela. “As escolas são convidadas a formar um fórum com todos os representantes da comunidade e, a partir disso, passam a desenvolver as atividades relacionadas à formação dos alunos, em salas de aula e em outros espaços e momentos possíveis.”

As unidades que já desenvolvem projetos culturais, de lazer, de esporte ou de outro caráter, devem continuar e aprimorar suas estratégias. De acordo com o representante da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, a idéia é criar nas escolas ambiente diferenciado, de cumplicidade, de compromisso, que as tornem menos reprodutoras de violência, mais imunes, e com capacidade de defesa para não reproduzir essa violência.

Ele afirma que a sociedade tem uma cultura de violência social e de autoritarismo que explode na escola. “A violência não é só física. Há também as discriminações, que são formas de violência e acabam sendo reproduzidas pelas escolas”.

Alberto Albino dos Santos explica que, em geral, as respostas para o problema da violência são apresentadas sempre na forma repressiva, com aumento dos sistemas de segurança e reforço de policiamento. “Isso, porém, não mostrou nenhum resultado efetivo até agora. Pelo contrário, acaba sendo causa de mais desrespeito nos ambientes escolares”.

As ações do programa Ética e Cidadania Construindo Valores na Escola e na Sociedade dependem muito da participação dos jovens para se tornar efetivas. “Muitas vezes, os jovens são vítimas e agentes da violência, mas também são agentes de mudança. Pela capacidade de ação e participação que eles têm, precisam ser estimulados”.
 
 
Agência Popular
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