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Brasil

Atriz Míriam Pires morre no Rio de Janeiro

8 Set 2004 - 09h36
No alto, a atriz na novela Senhora do Destino, último papel de sua carreira. Logo abaixo, O Semideus, de 1973, e nos filmes Chuvas de Verão (1997) de Cacá Diegues, O Beijo da Mulher Aranha (1985), de Hector Babenco e Copacabana (2001), da diretora Carla Camurati.
Rio de Janeiro -
A atriz Míriam Pires morreu nesta manhã, de toxoplasmose, depois de passar um mês e meio internada no Centro Médico Bambina, no Rio. Ela tinha 77 anos e, devido à doença, deixou a novela Senhora do Destino, onde vivia a governanta Clementina, melhor amiga da protagonista, Maria do Carmo, personagem de Susana Vieira. O autor da novela, Agnaldo Silva, que escreveu para ela este e outros personagens marcantes, como dona Quirina, de Pedra Sobre Pedra, lamentou sua morte. "Ela foi um ícone da televisão brasileira", disse ele, "Mesmo sem ter sido protagonista soube tirar proveito de todos os seus personagens e a tevê brasileira tem um pouco o rosto de Miriam Pires."

Míriam era carioca e começou sua carreira nos anos 40, no teatro, com Paschoal Carlos Magno. Logo que surgiu a televisão ela aderiu ao veículo e somou em seu currículo 40 novelas, entre elas sucessos como a primeira versão de Irmãos Coragem (onde viveu Dalva). No cinema, fez 12 longas, entre eles Chuvas de Verão, de Cacá Diegues, em 1978, onde vivia tórridas cenas de amor com Jofre Soares. Ao saber de sua morte, o diretor comentou: "Fiquei triste, coitadinha. Devo o filme a ela e ao Jofre Soares, pela coragem que tiveram de fazer uma cena de nudez. Várias estrelas haviam recusado o papel e ela aceitou e entregou-se totalmente a ele", começou Cacá. "Gostei tanto dela que, quando fiz Um Trem para as Estrelas, ela trabalhou comigo de novo, como a mãe da Eurídice."

Além desses dois filmes, Míriam Pires fez também O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, como a mãe do prisioneiro Molina, e Copacabana, de Carla Camuratti, que tratava de pessoas da terceira idade que vivem no bairro carioca. Seu último trabalho no teatro foi a peça Quarta-feira, lá em Casa, sem Falta, em que contracenava com Beatriz Segall, que estreou no Rio e foi apresentada também em São Paulo.

Hoje de manhã, a produção de Senhora do Destino pretendia prestar-lhe uma homenagem. Na trama, ela era uma quituteira de mão cheia e havia planos de publicar um livro com suas receitas. "Infelizmente, não tivemos tempo de fazê-lo", disse uma produtora da novela. A atriz Cristina Mullis a substituiu, a partir de julho, quando ela precisou internar-se devido à toxoplasmose.

Segundo seu médico, Márcio Nucci, ela sofria de linfoma há seis anos e, devido à medicação, teve baixa de imunidade, o que causou a toxoplasmose. "O vírus alojou-se no cérebro e ela sofreu as conseqüências de uma pessoa da sua idade passar tanto tempo num Centro de Tratamento Intensivo", informou ele. Seu velório acontece no cemitério São João batista e, até o fim da tarde, o horário do enterro não está definido.

 

 

Estadão 

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