Menu
SADER_FULL
quarta, 14 de novembro de 2018
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Argentina tem filas de até 4 horas para abastecer carros

11 Jul 2007 - 14h31
Os postos de gasolina de Buenos Aires amanheceram com filas quilométricas nesta quarta-feira, 11. Alguns motoristas chegaram a esperar até quatro horas para abastecer o carro.

As filas estão concentradas nos postos da Petrobras e da Repsol-YPF que anunciaram na terça-feira a venda de gasolina pelo preço do gás natural para taxistas, pequenos fretes e para os "resímeros" (os táxis sem taxímetro, mas com preço pré-estabelecido).

O governo do presidente Néstor Kirchner decidiu de forma urgente suspender a venda de gás natural para automóveis em todo o país para tentar evitar o desabastecimento nas casas.

Como paliativo, os postos da Petrobras e da Repsol-YPF ofereceram gasolina com preço reduzido para motoristas que dirigem veículos movidos a gás natural. A venda está limitada a 40 litros por motorista por dia. Os motoristas tiveram de preencher um cadastro.

A Argentina enfrenta uma crise de escassez de energia. O país depende principalmente do gás natural - representa mais de 50% da energia consumida tanto em casas, indústrias e automóveis.

Segundo dados oficiais, 93,1% dos carros particulares são movidos a gás natural. No mercado total de combustíveis para automóveis, 65,8% são abastecidos a diesel - que também está em falta.

Temor de protestos

Indústrias e outros grandes consumidores já sofrem com a escassez de gás, eletricidade e diesel. Em discurso para investidores, na Bolsa de Comércio de Buenos Aires, na terça-feira, o presidente Kirchner disse: "A Argentina vai continuar crescendo por um longo período, apesar dos que estão por aí com a teoria do colapso e da crise energética."

O governo tem feito malabarismo para não permitir apagões nas casas, ruas e avenidas, já que os argentinos são conhecidos pela rapidez com que realizam protestos - uma das preocupações permanente dos governos, mas especialmente agora, neste ano de eleições presidenciais.

A crise energética está deixando o governo sem alternativas, como alertam diferentes analistas do setor.

O Brasil continua aumentando a venda extra de energia elétrica ao país vizinho, através da estação de Garabi (RS). Até a semana passada, segundo a imprensa argentina, eram enviadas cerca de 800 megawats por dia. Nesta semana, este fornecimento subiu 930 megawatts, mas a ajuda ainda tem sido insuficiente.

Nos últimos dias, Kirchner já responsabilizou empresários, pela falta de investimentos antes mesmo da sua gestão e disse, em encontro do Mercosul, que esse é um problema regional e não nacional.

Nesta quarta-feira, a maior parte da cidade turística de Bariloche, na província de Rio Negro, sofreu um apagão devido a uma falha na empresa de energia local.

 

 

Estadão

Deixe seu Comentário

Leia Também

ENCONTRO DE GOVERNADORES
Em encontro de governadores com Bolsonaro, Reinaldo defende fronteira e reajuste da tabela SUS
VIOLENCIA DOMESTICA
Homem é esfaqueado por esposa que tem ciumes até da sombra
ENTROU ATIRANDO
VÍDEO: Pastor é baleado no altar durante o culto
TRAGEDIA
Ex-prefeito é morto pelo pai após ser confundido com assaltante
ACIDENTE DE TRANSITO
Caminhão passa por cima de veículos e explode em grave acidente
NOVELA GLOBAL
'O sétimo guardião': Marilda (Letícia Spiller) é flagrada nua e finge ser uma assombração
BNDS
“Se não abrir a caixa preta do BNDES, está fora!”, diz Bolsonaro sobre Levy
FAMOSIDADES
Susana Vieira está com leucemia, mas a doença está controlado, diz assessoria
NOVELA GLOBAL
Marina Ruy Barbosa é a heroína de 'O sétimo guardião': 'Luz foge do tradicional'
CONSTRANGIMENTO
Claudia Leitte quebra silêncio e desabafa sobre polêmica com Silvio Santos