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Área para cultivo de transgênicos pode chegar até 300 mil hc

7 Out 2004 - 10h30

Mesmo sem uma legislação específica, os produtores brasileiros já plantavam sementes geneticamente modificadas, principalmente na região sul. O volume foi tão alto, que o governo teve que emitir uma medida provisória para autorizar a comercialização da safra de transgênicos na safra passada. Em Mato Grosso do Sul, foram cultivados, oficialmente, 24 mil hectares de transgênicos na safra passada.

 

Em entrevista ao Bom Dia MS, o presidente da Associação de Produtores de Sementes do Estado, Carmélio Ross, disse que pode chegar a 300 mil hectares, o tamanho da área para cultivo de sojas transgênicas em MS. “Esses 24 mil foi o território informado, mas acreditamos que tenha sido muito mais, cerca de 100 mil hectares”, disse.

Ainda conforme Ross, a aprovação do projeto veio um pouco atrasado. “Perdemos seis anos em uma moratória branca, mas mesmo assim acredito que temos pela frente uma ampla frente de trabalho pela frente”, afirmou o presidente, que completou dizendo que as pesquisas nessa área devem aumentar.

 

Com relação a comercialização do Estado, Ross defende que não haverá dificuldades. “A China, nosso maior importador já trabalha com a soja geneticamente modificada, assim como vários outros países da Europa. Acredito que não vamos ter dificuldades de comercialização”, concluiu.

 

Aprovação - Só no senado, foram oito meses de discussões. Agora, o projeto de biossegurança que autoriza a produção e comercialização de sementes transgênicas de soja, foi aprovado, mas os senadores fizeram emendas e algumas regras foram alteradas.

 

Entre elas, só podem ser produzidas e comercializadas as sementes de soja transgênica que forem resistentes ao herbicida glifosato. Além disso, elas devem estar registradas no Ministério da Agricultura.

 

Pelo texto do projeto, os produtores rurais vão poder plantar, na próxima safra, os grãos de soja geneticamente modificada, mas a comercialização do que for produzido, em forma de sementes, está proibida.

 

O projeto, aprovado pelo senado, prevê ainda a rotulagem obrigatória de alimentos e ingredientes alimentares que contenham algum tipo de transgênico. O texto também traz penalidades para quem desobedecer as regras do Conselho Técnico Nacional de Biossegurança. Quem liberar organismos geneticamente modificados no meio ambiente, pode pegar até quatro anos de prisão.

 

Já a produção e comercialização de transgênicos sem obedecer as normas pode acarretar em até dois anos de prisão ao infrator.

 

Como o projeto de lei da biossegurança foi alterado pelos senadores, ele terá de voltar para a câmara, para ser, reexaminado pelos deputados.
 
 
TV Morena

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