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Brasil

Após vaias, Lula pede um minuto de silêncio no Parapan

17 Ago 2007 - 15h45

Após ser vaiado pelo público na abertura dos Jogos Pan-Americanos no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do acidente do vôo 3054 da TAM, que no dia 17 de julho matou 199 pessoas. O pedido de Lula foi feito durante discurso na Vila do Pan, que agora abriga os atletas do Parapan.

O presidente também rendeu homenagem às vítimas do terremoto que atingiu a costa central do Peru, na última quarta-feira, e matou cerca de 500 pessoas e deixou mais de 1.500 feridos.

"Eu queria, antes de começar a falar algumas palavras para vocês, que nós, com um minuto de silêncio, pudéssemos homenagear as vítimas de duas tragédias. Uma tragédia que completa um mês hoje, com o avião da TAM, em São Paulo, e a tragédia de anteontem, no Peru, do terremoto em que milhares de pessoas foram vitimadas. Eu queria pedir um minuto de silêncio em homenagem às vítimas", afirmou.

Após a homenagem, Lula criticou a ex-deputada e juíza Denise Frossard, que teria feito um comentário chulo sobre o pensamento da sociedade em relação à exposição da deficiência física. A declaração teria sido feita durante a campanha eleitoral do ano passado, quando a juíza disputou o governo do Rio.

"Não sei quem foi, mas eu vi no jornal que teve uma pessoa aqui numa campanha fingindo que era normal que a sociedade sentisse asco pelos deficientes. Essa gente que pensa assim é tão mesquinha que não percebe que não ter um dedo, uma perna, não ouvir ou não enxergar, não faz diferença entre nós seres humanos. O que faz diferença é o caráter, a alma e o coração", disse Lula.

O presidente se encontrou com atletas brasileiros que participam dos Jogos Parapan-Americanos, que começou no último domingo, e assinou a carta de apoio à candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O documento será entregue ao COI (Comitê Olímpico Internacional) até setembro deste ano.

Lula também afirmou que pretende melhorar a Bolsa-Atleta. "O Orlando [Silva Jr, ministro dos Esportes] disse que prometeu um aumentozinho", destacou Lula, que fez questão de comentar sobre a falta de patrocínio no evento.

"Eu fico me perguntando por que só a Caixa Econômica [Federal]. Por que o preconceito de não investir no Parapan? O preconceito é uma das coisas mais nojentas da humanidade. Vocês [atletas] não serão tratados como cidadãos de segunda classe porque Deus fez vocês diferentes", afirmou o presidente.

 

 

Folha Online

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