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Após tremor, frio mata 70 e deixa 600 mil doentes no Peru

21 Ago 2007 - 05h40
Após o terremoto de 8 graus na escala Richter que matou mais de 500 pessoas e deixou 200 mil desabrigados ao atingir o sul do Peru na última quarta-feira (15), os peruanos sofrem agora com o frio intenso, que matou ao menos 70 crianças e causou problemas respiratórios a outras 600 mil pessoas nas regiões montanhosas de Ayacucho e Huancavelica.

O inverno é o mais frio dos últimos 30 anos no país. Além das dezenas de mortos e centenas de milhares doentes, o frio também atingiu a colheita da região e matou dezenas de lhamas e alpacas --os dois únicos mamíferos que podem ser criados nas regiões mas montanhas.

O PMA (Programa Mundial de Alimentos) anunciou o envio de alimentos ao Peru, que também serão distribuídos às vítimas do terremoto. O governo pede o envio de comida, barracas, medicamentos, roupa e água para as vítimas do tremor de terra.

Seis novos hospitais de campanha enviados pela cooperação internacional iniciaram hoje suas atividades na região mais afetada, com a administração de cubanos, americanos e espanhóis em coordenação com os responsáveis da Defesa Civil peruana. O atendimento imediato de emergência --a primeira fase da operação iniciada na quinta-feira (16)- vai durar, segundo o responsável pela coordenação, James Atkins, ao menos três meses, nos quais deverá ser mantido o envio de ajuda, embora não na mesma proporção.

Nos primeiros quatro dias, chegaram ao aeroporto de Pisco 250 vôos procedentes do resto do Peru e de outros países, com pelo menos mil toneladas de ajuda e diversos socorristas, médicos e especialistas em desastres. A segunda fase da operação será a de reabilitação e a terceira, de reconstrução, afirma o alto cargo da Defesa Civil, embora esta última leve anos até que se conclua.

Psicólogos

Por enquanto, uma das ajudas mais importantes que a Defesa Civil deve oferecer aos desabrigados é a psicológica, pois as pessoas atingidas sofrem com um "forte sofrimento que pode levá-las a crises e doenças posteriores", ressalta Atkins. "Também é preciso fazer o tratamento correspondente dos que estão a cargo da ajuda, que sofrem o trauma do que vêem, por isso devemos nos preocupar com que nosso pessoal esteja protegido neste aspecto", disse.

No entanto, continuam as críticas à organização da assistência, sobretudo pela falta de coordenação para a atribuição de tarefas às equipes de socorro e ajuda médica.

Brasil

Os consulados e embaixadas do Peru em São Paulo, em Brasília e no Rio recebem doações para as vítimas do terremoto ocorrido no Peru. Em Brasília, donativos podem ser entregues na sede da Embaixada do Peru em Brasília, que fica no setor embaixadas sul, na avenida das Nações, quadra 811, lote 43.

No Rio, a ajuda deve ser entregue ao Consulado Geral do Peru, na avenida Rui Barbosa, número 314, 2º andar, no Flamengo. O órgão também recebe dinheiro e emite recibos. Um galpão da Prefeitura de São Paulo recebe os donativos entre as 12h e as 18h desta segunda-feira e entre as 8h e as 18h de amanhã (21). O galpão fica na rua Sobral Junior, número 264, na zona norte da cidade. Entre os principais itens solicitados pelo consulado do Peru estão barracas, camas de armar, garrafas e garrafões de água, cobertores, sacos de dormir, roupas, pás, remédios e insumos.

 
 
 
Efe

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