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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Após romper R$ 1,90, dólar sobe e fecha em R$ 1,903

6 Jul 2007 - 16h50

O dólar chegou a cair abaixo de R$ 1,90 nesta sexta-feira com a entrada de divisas no país, mas a resistência à barreira psicológica manteve a moeda norte-americana acima desse piso informal.

O dólar fechou cotado a R$ 1,903, em baixa de 0,57%.

Alguns negócios foram registrados no final da manhã com o dólar a R$ 1,899, mesmo nível visto em novembro de 2000. Na terceira semana de junho, o dólar à vista negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) já tinha caído até R$ 1,897, mas também não sustentou o patamar.

De acordo com analistas, a forte entrada de dólares puxou a queda do dólar desde o início da sessão.

"O mercado tem uma única ponta. É superávit comercial, investimento direto (de estrangeiros), compra de empresas, você só tem ingresso de moeda", disse João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer.

Além disso, as bolsas norte-americanas subiam, apesar da avaliação do mercado de uma menor chance de corte no juro após dados sobre o mercado de trabalho. Os índices eram impulsionados pelas ações do setor de energia, favorecidas pelo avanço do petróleo.

Entretanto, apesar das condições favoráreis, a moeda se equlibrou perto de R$ 1,90 na maior parte do dia. "O que se percebe é que quando isso ocorre (queda abaixo de R$ 1,90), há uma retração da oferta e o preço apresenta discreta recuperação", afirmou a corretora NGO em relatório.

Alívio doméstico
Para o economista-chefe da corretora Liquidez, Marcelo Voss, o alívio momentâneo do mercado brasileiro com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também contribuiu para a queda do dólar.

O índice, que é usado como referência para a meta de inflação do governo, subiu 0,28% no mês passado, mesmo ritmo registrado em maio.

O dado diminuiu o temor de um aumento da inflação e tirou a pressão das taxas de juros de longo prazo, que subiam desde quarta-feira com a divulgação de que os preços ao consumidor em São Paulo subiram mais que o previsto em junho.

No final da sessão, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,901 e aceitou, segundo operadores, ao menos sete propostas.

Na segunda-feira, o mercado de câmbio fica desfalcado das operações em São Paulo, que comemora o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Invertia

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