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Apesar dos avanços, Ideb ainda é baixo no Brasil

13 Jul 2010 - 06h15Por Assessoria
O principal indicador da qualidade do ensino brasileiro mostra que o país ainda tem que melhorar na educação, principalmente no ensino médio. Dos 5.404 municípios avaliados pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), 84,9% atingiu as metas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no ano passado, levando em conta as séries iniciais do Ensino Fundamental das escolas da rede pública.

No Ensino Médio, que é considerado o mais problemático do sistema educacional brasileiro, por contar com um currículo defasado, corpo docente desmotivado e altas taxas de reprovação e de evasão, o maior Ideb foi obtido pelas escolas do Paraná, com uma média de 4,2 pontos, seguidas pelas escolas de Santa Catarina, com 4,1 pontos. O índice médio mais baixo foi apresentado pelas escolas do Piauí, com apenas três pontos. A média nacional ficou em 3,6 pontos.

Já no Ensino Fundamental brasileiro, 5,7% das escolas públicas do ensino fundamental conseguiram alcançar seis pontos (numa escala de zero a 10). Essa é a nota que era vista como o mínimo aceitável de qualidade pelos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico para 2003. Mas, a partir da constatação de que o Brasil está mais de uma geração atrás dos países desenvolvidos, o governo fixou-a como meta para 2021 nas cinco séries iniciais do Ensino Fundamental. Essa meta só valerá em 2025, nas séries finais; e em 2028, nas três séries do Ensino Médio.

Outro ponto apresentado pela estatística foi que no ano de 2009, as taxas de evasão escolar vêm caindo, mas que os estudantes da última série do ensino médio estão abaixo do esperado para alunos da 8ª série da educação fundamental. Houve também melhoria relativa no aprendizado de português em todas as séries do Ensino Básico, mas que, em matemática, os resultados ainda estão longe do mínimo aceitável.

Segundo o Ideb, embora as médias nacionais de aproveitamento tenham melhorado, entre 2007 e 2009, houve uma queda especialmente nas séries finais do Ensino Fundamental em 1.146 cidades, o equivalente a 21% do total. A maior parte dessas cidades está situada no Norte e Nordeste. Em algumas cidades dessas regiões, o Ideb de 2009 constatou que as escolas públicas tiveram um desempenho pior do que o registrado no levantamento anterior. Isso significa que o ensino vem dando sinais de melhoria nos Estados mais desenvolvidos, mas que o desafio das desigualdades regionais continua longe de ser vencido.

Os melhores resultados foram registrados no Sul e Sudeste. Das cinco primeiras séries do Ensino Fundamental, o destaque ficou para as escolas de cidades de pequeno e, médio portes de Minas Gerais, onde o índice médio de qualidade passou de 4,7 para 5,6 pontos e a diferença de 0,9 ponto é mais do que o dobro da média nacional. Em termos absolutos, a maior pontuação foi obtida por uma pequena cidade paulista, Cajuru, que obteve 8,6 pontos, numa escala de zero a 10. Com cerca de 20 mil habitantes, a cidade colocou quatro escolas entre as cinco melhores do País no Ideb de 2009.

Ideb

Criado em 2005, o Ideb mede a qualidade das redes pública e privada de Ensino Básico Fundamental e Médio, com base nas notas obtidas na Prova Brasil/Saeb e em informações sobre fluxo escolar encaminhadas pelos Estados e municípios.

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