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Brasil

Apagão na Argentina vão deixar o pão mais caro no Brasil

12 Jul 2007 - 10h36

A crise energética argentina deve agravar o abastecimento de farinha de trigo no Brasil nos próximos meses e elevar em, no mínimo, 10% os preços do produto no atacado. Com isso, deve haver reflexo também no preço do pão francês. A previsão é do presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo, Luiz Martins.

Ele diz que a Argentina, o grande fornecedor de trigo do país, havia suspendido as licenças de exportação do grão em maio para garantir o abastecimento doméstico, em razão da safra menor. "Vai faltar trigo para fabricação de farinha nos próximos meses", prevê Martins.

Com a crise energética, o quadro piorou porque agora os moinhos daquele país estão trabalhando em turnos reduzidos e devem também diminuir as exportações de farinha para o Brasil. Segundo Martins, há moinhos argentinos parados 8 horas por dia, quando o normal é trabalhar 24 horas.

Apesar de ser grande produtor de grãos, o Brasil não é auto-suficiente em trigo. Consome cerca de 10 milhões de toneladas por ano, produz 2,5 milhões de toneladas e importa o restante, sobretudo da Argentina, porque na há imposto.

 Apagão

 

"Desde meu primeiro dia no governo escuto essa história, essa teoria do tal colapso e da crise energética!" A frase - com tom irônico - foi pronunciada pelo presidente Néstor Kirchner na terça-feira no início da noite, durante um discurso na Bolsa de Valores de Buenos Aires.

Mas, enquanto Kirchner negava mais uma vez a existência da crise, a hidrelétrica de Alicurá, na Patagônia, deixava de funcionar por falta de água em seu reservatório. Em conseqüência, imediatamente a cidade de Bariloche - abarrotada de turistas - ficou às escuras, com temperatura de até 15 graus Celsius negativos. A energia só voltou ontem ao meio-dia, após um apagão de 16 horas.

Ainda durante o discurso de Kirchner, um outro apagão, de três horas, atingia o bairro de Palermo, em Buenos Aires, além de setores do requintado bairro da Recoleta. Vastas áreas do município de La Matanza, na Grande Buenos Aires, também ficaram às escuras.

A crise energética - que Kirchner alega não existir - começa a ficar cada vez mais evidente. A ordem do governo às empresas distribuidoras de gás e energia elétrica é preservar os consumidores residenciais de racionamentos. Dessa forma, o peso da crise energética cai sobre o setor industrial, que desde o fim de maio sofre restrições drásticas do abastecimento de gás e eletricidade.

Os postos de combustíveis deixaram de fornecer gás veicular. Empresas como a Petrobras e a Repsol YPF passaram a vender gasolina ao preço do gás, mais barato, para taxistas. Por trás da medida, está a preocupação de Kirchner em não irritar os taxistas, cujo sindicato é capaz de paralisar o centro da capital em poucos minutos. Dos 37 mil táxis que operam em Buenos Aires, 30 mil são movidos a gás.
 
Agência Estado

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