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Brasil

Anvisa suspende medicamento Vioxx por riscos cardíacos

1 Out 2004 - 08h10
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quinta-feira (30/09) a suspensão cautelar da comercialização e uso do rofecoxibe, princípio ativo exclusivo da Merck Sharp Dohme que compõe o antiinflamatório Vioxx, produzido pela empresa.

A medida foi tomada depois que a Merck Sharp Dohme informou à agência, ao FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos, e demais autoridades sanitárias a retirada do mercado mundial do remédio por riscos de eventos cardiovasculares graves, incluindo ataque cardíaco e derrame.

Em comunicado, a empresa afirma que um estudo, realizado durante três anos, revelou um maior risco de problemas cardiovasculares, como "um ataque cardíaco ou um derrame cerebral", a partir do 18º mês após o início do tratamento.

"Adotamos esta ação porque achamos que é do interesse dos pacientes", disse Raymond Gilmartin, presidente e diretor-gerente da Merck, no comunicado.

Segundo diretor da FDA Steven Galson, o resultado desta pesquisa não é totalmente uma surpresa. Estudo anterior já avia levado o órgão, em abril de 2002, a ordenar à Merck uma mudança no rótulo do medicamento para advertir sobre os riscos de problemas cardíacos. O que o órgão não sabia é que os problemas podiam ser tão sérios.

A FDA informou que outros medicamentos contra dor e inflamações que são elaborados com o mesmo princípio ativo do Vioxx também serão analisados para verificar se apresentam riscos à saúde.

O fabricante do Vioxx recomenda ao paciente que se trata com o medicamento para procurar seu médico para que estes possam receitar analgésicos alternativos. No Brasil, pacientes e médicos podem obter mais informações no site da Merck ou pelo telefone 0800-122232.

O Vioxx foi lançado ao mercado nos Estados Unidos em 1999 e comercializado em mais de 80 países, em alguns deles sob o nome de Ceoxx.

Mercado
A notícia fez com que as ações da empresa caíssem quase 27% no mercado de Nova York, onde meia hora após o início da sessão estavam cotadas em torno de US$ 33.

As vendas de Vioxx, um dos produtos mais comercializados da Merck Sharp Dohme, consumido no mundo todo por milhões de pessoas que sofrem de artrite para aliviar a dor, representaram US$ 2,5 bilhões no ano passado para a empresa, que rebaixou suas projeções de ganhos devido à decisão.

Antes do anúncio, a Merck estimava que neste ano teria um ganho variando entre US$ 3,11 e US$ 3,17 o título, mas a decisão terá um impacto negativo em seus resultados, que podem ser inferiores em US$ 0,5 ou US$ 0,6 por ação.

A companhia deve anunciar seus ganhos do terceiro trimestre em 21 de outubro, quando se conhecerá melhor o impacto real da retirada do medicamento.

Com informações das agências EFE e Reuters.

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