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15 de Setembro de 2004 16h26

ANJ aposta no fracasso do Conselho Federal de Jornalismo

A ANJ encerrou nesta quarta-feira em São Paulo o 5º Congresso Brasileiro de Jornais, confiante no fracasso do projeto de lei do Conselho Federal de Jornalismo, apresentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fiscalizar o exercício da profissão.

"O congresso teve um significado político muito relevante, porque escutamos do presidente seu compromisso inquebrantável com a liberdade de imprensa", disse o novo presidente da Associação, Nelson Sirotsky, no encerramento do evento.

Sirotsky declarou que a Associação Nacional de Jornais (ANJ) espera que o Congresso Nacional "arquive o projeto". No mês passado, o governo encaminhou a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo, cuja função seria de "orientar, fiscalizar e disciplinar" o trabalho da imprensa.

"Achamos que, diante da ratificação que o presidente fez (sobre a liberdade de imprensa), o Conselho Federal de Jornalismo assume uma posição secundária", acrescentou. Sirotsky é diretor da Rede Brasil Sul (RBS), o mais importante grupo de mídia regional do país.

Sirotsky se referiu ao discurso que Lula fez na terça-feira à noite para os diretores de jornais. O presidente afirmou que seu governo respeita a liberdade de imprensa, mas não mencionou o projeto de lei.

"Como governante, não posso me incomodar quando leio uma crítica séria no jornal. O que me incomodava era viver sob um regime no qual o governo se dedicava a censurar artigos de imprensa. E isso não voltará a ocorrer no Brasil e muito menos de forma dissimulada", disse Lula.

A declaração de Lula foi bem recebida pelos membros da ANJ. No entanto, eles reiteraram que vão continuar atentos a qualquer tentativa de restringir a liberdade de expressão no país.

A associação é formada por 126 publicações que representam cerca de 90% da circulação diária da imprensa brasileira.

Durante os três dias da reunião, os diretores dos jornais brasileiros não economizaram críticas ao projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo e a outras iniciativas do governo que acusam de limitar a liberdade de imprensa.

"Senhor presidente, temos a convicção de que seu governo, assim como o Congresso Nacional, não serão protagonistas de nenhuma ação que possa representar um retrocesso a esta conquista do povo brasileiro", disse Sirotsky a Lula na terça-feira. Seu antecessor, Francisco Mesquita Neto, do grupo O Estado de São Paulo, expressou-se em termos similares.

Diante da avalanche de críticas recebidas no país e no exterior, o governo argumentou que apenas apóia a criação do Conselho Federal de Jornalismo, mas que a iniciativa partiu da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), entidade que reúne os sindicatos de jornalistas do país.

No entanto, críticos do projeto alegam que a Fenaj é um sindicato vinculado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), por sua vez estreitamente ligada ao PT, que controlaria o Conselho.

No congresso que terminou hoje, Sirotsky afirmou que a imprensa brasileira não precisa de fiscalização, mas de apoio para se fortalecer e aumentar sua circulação.

No Brasil existem 529 jornais diários, o que corresponde a 8% do total mundial, mas a circulação equivale a 1,5% do total vendido no mundo.

"A penetração dos jornais na população adulta do Brasil é ainda muito baixa, com 52 exemplares por cada mil habitantes. Isso nos coloca na 55ª posição, atrás de países como Grécia, Equador, Bulgária e Hungria", disse.

 

Terra Redação

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