Menu
SADER_FULL
quinta, 14 de novembro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ÁGUAS DE BONITO
Brasil

André quer cobrar 4 reais a cada 80 quilômetros da 163

5 Mai 2007 - 08h09
O governador André Puccinelli (PMDB) confirmou ontem, em Ponta Porã, que quer estadualizar a BR-163 e cobrar R$ 4 a cada 80 quilômetros percorridos. Para o governador, a estadualização da BR-163 é uma das alternativas para tentar tirar o Estado do sufoco financeiro. Ontem, durante solenidade de assinatura de convênio na Prefeitura de Ponta Porã, André disse que, com a cobrança do pedágio, será possível duplicar a rodovia em um prazo máximo de 10 anos.

Esta não é a primeira vez que André fala em cobrança de pedágio. Em janeiro deste ano, o governador já havia abordado o assunto em Brasília, durante reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A idéia do Governo do Estado é realizar o projeto por meio de Parceria Público-Privada (PP) ou outorga onerosa, que é o exercício do direito de construir, mediante contrapartida financeira por parte do beneficiário.

Em Ponta Porã, André disse que pretende duplicar o trecho da BR que vai de Sonora a Mundo Novo, município localizado na fronteira com o Paraná. "Vamos cobrar R$ 4 a cada 80 quilômetros, enquanto em São Paulo o valor cobrado é de R$ 5 a cada 50 quilômetros", citou.

A BR-163 é uma das principais rodovias que cortam o Estado. Por ela trafegam cerca de seis mil veículos diariamente, sendo mais de quatro mil de transporte de cargas, dentro do perímetro urbano de Campo Grande.

Numa extensão de mais de 800 quilômetros, a BR-163 corta o Estado de norte a sul, passando por cidades como Sonora, Coxim, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Jaraguari, Nova Alvorada, Rio Brilhante, Caarapó, Juti, Naviraí, Itaquiraí, Eldorado, Mundo Novo, além dos dois maiores municípios do Estado, Campo Grande e Dourados.

Reclamações – Durante a passagem por Ponta Porã, o governador ouviu reclamações de comerciantes que querem política diferenciada para a região de fronteira. O prefeito Flávio Kayatt (PSDB) explicou que os comerciantes enfrentam concorrência desleal com o comércio paraguaio.

"É muito difícil a concorrência na fronteira. Enquanto em Ponta Porã os produtos comercializados são acrescidos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), no lado paraguaio, os mesmos produtos são vendidos sem a incidência desses impostos, o que inibe o crescimento do comércio brasileiro. Precisamos de uma política diferenciada para a região", disse Kayatt.

André pediu que fosse agendada reunião dos comerciantes da fronteira para discutir a questão em Campo Grande, mas adiantou que, em virtude do Código Tributário Nacional, existem situações que não podem ser mudadas. "As decisões precisam ser convalidadas pelos outros 26 estados da federação", justificou.

Correio do Estado

Deixe seu Comentário

Leia Também

MAGIA NEGRA
Bonecas penduradas em árvores e em cruz assustam moradores
BRASILEIRÃO
Flamengo só poderá ser campeão brasileiro após final da Libertadores; entenda
RETIRO DOS ARTISTAS
Ator de 'Roque Santeiro' pede abrigo no Retiro dos Artistas aos 81 anos: 'Quero ser feliz'
A DONA DO PEDAÇO
Kim desiste de casar com Paixão e Márcio e vira agente de Lady Gaga, Beyoncé e Justin Timberlake
INDENIZAÇÃO
Padre Marcelo deve receber indenização de autora que o acusou de plágio
PARTIDO APB
Bolsonaro anuncia a deputados que vai deixar PSL e criar o partido 'Aliança Pelo Brasil'
FAMOSIDADES
Solange Gomes posa com seio à mostra: 'O tempo pode até passar, mas a exibição não'
NOVELA GLOBAL
Em 'A dona do pedaço', Fabiana faz terror com freiras em convento
SEM TETO
Mulher montou casa em ponto de ônibus há um mês. Prefeitura sabe, mas nada fez
ABSURDO - BRASIL
Menina de cinco anos morreu por bala perdida durante execução de traficante, segundo a Polícia Civil