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Aluno do ensino médio entende mais imagem do que texto

19 Jul 2004 - 17h57
Os alunos do ensino médio da rede estadual paulista tendem a compreender mais imagens do que textos. É o que revela uma análise da porcentagem do aproveitamento dos estudantes nas questões do Saresp 2003 (sistema de avaliação do ensino estadual).

Levantamento feito pela Folha Online aponta que questões classificadas como "visuais" (que incluem fotografia e pintura) tiveram um índice de acerto maior comparada às demais, classificadas como "imprensa" (artigos e charges, por exemplo), "instrucional" (conta de luz e regulamento), "literário" (contos, poemas e letra de canção), "publicitário" (cartaz e propaganda) e "epistolar" (carta de reclamação). Estas são relacionadas, em maior ou menor grau, à compreensão de textos.





O levantamento considerou as questões que tiveram 60% ou mais de acerto nos três períodos. A Secretaria de Estado da Educação divulgou os dados divididos em turnos. Não há, por exemplo, o rendimento geral dos alunos da 3ª série do ensino médio. O que foi informado foram os resultados dos estudantes da manhã, tarde e noite, separadamente. De acordo com o governo estadual, a união em uma só porcentagem poderia distorcer os resultados.

Os 60% foram estabelecidos após consultas a especialistas em estatísticas educacionais --se uma pergunta tem no mínimo esse nível de acerto, mostra que foi um conteúdo compreendido pelos alunos.

As questões ligadas a habilidades visuais foram as que mais chegaram, percentualmente, ao patamar estabelecido nos dois extremos do ensino médio. Na 1ª série, em quatro das sete questões (66,6% do total) houve índice de acerto superior aos 60%.

Já na 3ª série, duas das seis perguntas (33,3%) relacionadas à habilidade visual chegaram ao mesmo patamar. Na 2ª série, esse quesito ficou atrás de "publicidade" e "instrucional", perto de "imprensa" e à frente de "epistolar" e "literário".

A coordenadora de estudos e normas pedagógicas da Secretaria da Educação, Sônia Maria Silva, afirma que o resultado já era esperado. Segundo ela, os estudantes têm mais facilidade com a parte visual porque, atualmente, há um apelo maior para as imagens. "O aluno já acorda bombardeado por imagens de TV, fotografia de jornal e propaganda. Por outro lado, a população lê cada vez menos."

Na mesma linha segue o educador Cesar Callegari, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Para ele, "na sociedade contemporânea os alunos são muito estimulados visualmente", o que explicaria o resultado. Ele afirmou que não poderia fazer comentários específicos sobre o Saresp, por não tê-lo analisado.

O Saresp, feito pela Fundação Carlos Chagas, custou R$ 9,9 milhões e foi realizado por 4.274.404 alunos (89,4% do total) de todas as séries do ensino básico do Estado.

 
 
Folha Online

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