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12 de Setembro de 2017 11h01

Alunas puseram agua de privada na garrafa de uma professora

Quatro alunas colocaram água da privada na garrafa de uma professora na escola Padre Alberto Jacobs

OCP On Line
A diretora Carla afirma que caso afetou a rotina dos mais de 230 alunos da escola, no bairro Tifa Monos | Foto Eduardo Montecino/OCPA diretora Carla afirma que caso afetou a rotina dos mais de 230 alunos da escola, no bairro Tifa Monos | Foto Eduardo Montecino/OCP

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Alberto Jacobs, localizada no bairro Tifa Monos, em Jaraguá do Sul, ainda sofre as consequências da grande repercussão do caso envolvendo de suas quatro alunas, com idades entre 10 e 11 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as meninas envolvidas colocaram água da privada na garrafa de uma professora da unidade. Em outra oportunidade, elas misturaram remédios à água ingerida pela docente e também cuspiram dentro do recipiente. Segundo a diretora, Carla Fabiane de Medeiros Grutzmacher, as crianças realizaram os atos em pelo menos três ocasiões.


A repercussão na imprensa, os comentários na internet e os boatos que surgiram após os acontecimentos causaram um grande desgaste para a equipe e os alunos da unidade. Na segunda-feira (11), cinco dias após O Correio do Povo publicar a primeira reportagem sobre o caso, a diretora recebeu a equipe do jornal para uma entrevista. Carla reitera que a decisão de não tornar público o caso foi tomada para resguardar a imagem das crianças e da professora envolvidas no caso e que tudo o que estava ao alcance da direção foi feito. “O psicológico de todos ficou muito abalado, tanto da equipe da escola como dos alunos”, avalia.

A diretora conta que a unidade tem outros 231 alunos e que todos estão “pagando” pela conduta das quatro crianças. “Eles estão se sentindo magoados, envergonhados. A equipe abraçou a nossa causa e os alunos estão comovidos com o que está acontecendo. Eles viram que na última sexta eu estava abalada. Uma das mães pensou que eu e a escola tínhamos colocado a história nas redes sociais. Imagina se eu iria colocar a minha escola em risco?”, desabafa, ao revelar que inicialmente o caso foi relatado a poucos funcionários da unidade, mas acabou indo a público na semana seguinte ao fato.

A diretora lamenta a forma que o problema está sendo repercutido nas redes sociais. Carla afirma que os comentários saíram do âmbito educacional. “Eu vejo que estão usando a nossa escola em brigas políticas. Eu acho muito triste isso. Gostaria que isso parasse por aqui. Eu gostaria que respeitassem a nossa escola, respeitassem os nossos alunos, os nossos professores e a nossa professora, a pessoa que foi a mais atingida nesta história”, dispara a diretora.

A professora envolvida no caso continuou dando aula mesmo após os incidentes. Durante o feriadão, ela ganhou uma folga e foi substituída durante a reposição das aulas pela greve dos servidores, ocorrida durante o mês de março em Jaraguá do Sul. Carla afirma que a colega quer ter a imagem preservada e, por isso, não se pronunciou sobre os acontecimentos. “Ela me pediu para parar porque está cansada de escutar, de ver essa situação. Nós vamos resolver da nossa maneira”, disse a diretora, que adianta a realização de uma grande ação educacional na unidade para conscientizar os estudantes sobre o problema.

SITUAÇÃO SURPREENDEU EQUIPE 

No dia do acontecimento, toda a equipe da unidade foi pega de surpresa com a atitude das crianças. “A gente acha que nunca está preparada para uma situação dessas. Algo que não é típico na rede de ensino. Pesquisamos e nunca vimos nada parecido com isso no Estado. Para nós, a princípio, foi muito complicado. Tivemos que tomar medidas rapidamente para solucionar um pouco do que aconteceu”, comenta a diretora, ao explicar que os dois dias de suspensão são padrão na rede de ensino para casos deste tipo.

A turma em que aconteceu o incidente tem 14 alunos. As quatro meninas que participaram da adulteração da água da professora não têm antecedentes que mostrassem qualquer comportamento do gênero. O objetivo das crianças, segundo a direção da unidade, era colocar a professora para dormir. “Ela ama o que ela faz. Ela falou que tudo passa, disse que está magoada. A situação não está sendo fácil, mas ela tem que seguir a sua profissão”, ressalta a diretora da unidade. A professora está recebendo apoio psicológico da Prefeitura.

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