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Alta do álcool eleva preço da gasolina em 1,5% amanhã

5 Ago 2004 - 07h43
A gasolina vai ficar 1,5% mais cara para o consumidor a partir de amanhã nos postos da Petrobras Distribuidora em todo o país. Este é o terceiro aumento do combustível nas bombas somente neste ano. O reajuste corresponde a um repasse do aumento do preço do álcool, decidido pelos usineiros. O álcool também subirá na bomba --cerca de 6%.

O custo da gasolina vai subir porque o álcool compõe 25% da mistura vendida nos postos. A Petrobras Distribuidora, subsidiária de distribuição de combustíveis da Petrobras, tem ditado os preços no Brasil porque detém um terço do mercado.

No dia 15 de junho, a Petrobras reajustou o preço da gasolina em 10,8% em suas refinarias e estimou uma alta de cerca de 4,5% nas bombas. Naquela ocasião, o motivo do aumento foi a disparada da cotação do petróleo no mercado internacional.

Anteontem, o presidente da estatal, José Eduardo Dutra, disse que, se o petróleo se consolidar em um patamar de preço mais elevado, os preços dos combustíveis da companhia no Brasil terão que acompanhar a alta e serão novamente reajustados. O aumento de junho foi o primeiro do governo Lula nas refinarias e também ocorreu em razão do aumento do preço internacional do barril.

A Petrobras Distribuidora já havia realizado, em 26 de maio deste ano, um reajuste de 1,5% na gasolina, também devido ao aumento do preço do álcool. Na ocasião, o álcool vendido nas bombas havia sido reajustado em 12%.

Os produtores de álcool alegam que a alta do produto, em torno de 12%, foi motivada por problemas climáticos. Segundo eles, chuvas recentes prejudicaram a lavoura da cana-de-açúcar, diminuindo sua oferta no país.

Sem outro reajuste

A ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia) disse que, apesar da alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, o governo e a Petrobras não estão pensando em elevar o preço dos combustíveis no momento.

A ministra ratificou o que já havia sido dito anteontem pelo presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra: não há ainda definição de um novo patamar de preço para o petróleo.

"Nós não somos um país como éramos na época do primeiro choque [do petróleo, em 1973], quando tínhamos 70% de importação. Nós podemos perfeitamente não acompanhar todos os movimentos especulativos do mercado internacional", disse.

A ministra reconheceu, no entanto, que, se o preço mudar efetivamente de patamar, deverá haver reajuste. "Reconhecemos também que, caso haja esse realinhamento de patamar, nós iremos tomar essa medida [de reajustar o preço da Petrobras]."

Questionada sobre se as eleições iriam influenciar a decisão da Petrobras de aumentar ou não o preço dos combustíveis, a ministra disse: "Eu acho que há uma influência política forte da eleição americana, pública e notória", disse.
 
Folha Online

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