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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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16 de Julho de 2004 16h58

Algodão acumula desvalorização de 36,3% neste ano

O sinal amarelo foi aceso em uma das mais promissoras culturas em expansão do país. Os produtores de algodão começam a ficar atentos ao comportamento dos preços internacionais do algodão, que na bolsa de Nova York já acumulam desvalorização de 36,3% neste ano. A queda reflete a demanda enfraquecida no mercado internacional e o possível aumento da produção de algodão nos Estados Unidos.Estimulados pelos bons volumes comprometidos com o mercado externo, os produtores do país, sobretudo do Centro-Oeste, já traçavam planos para elevar a área plantada de algodão para a safra 2004/05. Contudo, os ânimos dos produtores começaram a esfriar por conta do recuo das cotações no mercado externo.

Nesta safra, os produtores estão colhendo um volume recorde, de 1,2 milhão de toneladas de algodão, informou Jorge Maeda, presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). Maeda está participando da 10º Clube da Fibra, em Buenos Aires. Em entrevista por telefone, Maeda disse que os produtores vão acompanhar o desempenho dos preços do algodão. "Até o mês de outubro, os produtores vão definir sua posição para a nova safra."

Mesmo com o desempenho baixista no mercado, os produtores brasileiros estão otimistas com o aumento das exportações do algodão, afirmou Antonio Carlos Zem, presidente da FMC e do Sindag (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola), que também participou do congresso do algodão.

"O Brasil já participa com 3% nas exportações mundiais do algodão e deve aumentar sua fatia", afirmou o executivo.

Nesta atual safra, o Brasil deve exportar 450 mil toneladas de algodão. A expectativa é de que em 2004/05 sejam embarcadas 600 mil toneladas, das quais 20% já estão fixadas e comprometidas.

Segundo Maeda, os produtores podem puxar o freio na intenção de plantio, mas não devem reduzir a área plantada. "Podemos repetir a mesma área, mas não voltaremos atrás", disse.

No mercado interno, os preços seguem sem sustentação por conta da colheita de algodão no Centro-Oeste do país, maior região produtora. O índice Cepea/Esalq para o algodão acumula neste mês de julho retração de 3,2%. Na sexta-feira, fechou a R$ 1,60 a libra-peso no mercado de São Paulo.

 

Globo Rural Online

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