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CANTINA BAH
Brasil

Al-Qaeda assume atentado no Iraque

13 Abr 2007 - 10h38

As autoridades iraquianas detiveram nesta sexta-feira (13) três pessoas relacionadas com o atentado de quinta-feira contra o Parlamento iraquiano e revisaram para baixo o número de mortos no ataque: uma pessoa morreu, e não oito, como havia sido divulgado anteriormente.

 

"Ontem (quinta-feira) falamos de oito mortos. Eram fontes múltiplas. O que dizemos agora é que só podemos confirmar uma morte", afirma o tenente-coronel Christopher Garver em um comunicado oficial. 

No entanto, fontes dos serviços de segurança iraquianos fincaram o pé no balanço divulgado na quinta-feira, de três mortos: um deputado e dois corpos não identificados.

Hassan al-Saniyed, membro da xiita Aliança Unida Iraquiana (AUI), disse que três funcionários da cafeteria onde o atentado suicida ocorreu estavam sendo investigados por seu possível vínculo com o ataque.

A única morte confirmada depois de uma correção nos números oficiais é a do deputado sunita Muhamed Awad, membro do partido Diálogo Nacional, um partido sunita que tem 11 deputados dos 275 do parlamento.

Um grupo ligado à al-Qaeda assumiu na sexta-feira (13)ter realizado o ataque suicida. "Um dos heróis da brigada de mártires conseguiu infiltrar-se no meio dos apóstatas do chamado Parlamento (...) e Deus destruiu através dele os infiéis e apóstatas", disse o auto-intitulado Estado Islâmico no Iraque em comunicado divulgado em um site usado por islâmicos.

O Parlamento iraquiano iniciou nesta sexta-feira uma sessão extraordinária convocada como um "desafio ao terrorismo”, um dia depois do atentado suicida realizado na extremamente protegida Zona Verde de Bagdá.

Poucos deputados compareceram à sessão, que começou por volta do meio-dia local (5h de Brasília) com a leitura de versículos do Alcorão. Em seguida, o presidente do Parlamento, Mahmud Machhadani, fez um discurso.

 

 Explosão

Um suicida detonou sua carga explosiva no café do Parlamento e matou uma pessoa. Veja no vídeo ao lado o momento exato da explosão.

"De repente ouvimos uma grande explosão dentro do restaurante. Eu vi os parlamentares feridos e sangrando", contou Fouad al-Massoum, líder do bloco curdo. 
 

arte
Mapa mostra a localização do parlamento na Zona Verde (Foto: GoogleEarth/Arte G1)

Segundo Massoum, membros das forças de segurança, temendo uma outra explosão, ordenaram a desocupação do prédio. Mas ninguém pôde deixar o local, permitindo assim que fossem interrogados.

"Um suicida com um cinturão explosivo detonou a carga no refeitório, na hora do almoço", disse uma fonte dos serviços de segurança iraquianos.

O local fica no primeiro andar do Centro de Convenções, nome do grande complexo que abriga a sede do legislativo desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003. Neste andar também fica a Câmara onde os 275 parlamentares iraquianos realizam as principais sessões.

Uma fonte militar americana disse não ter ainda informações sobre a origem da explosão, que provocou importantes danos materiais.

As linhas telefônicas dentro e nas proximidades da Zona Verde não funcionavam depois da explosão.

As autoridades vão investigar como os explosivos entraram na Zona Verde, área cercado por postos de segurança dos EUA e do Iraque e que abriga a Embaixada dos EUA, o parlamento iraquiano e escritórios do governo.


 Zona Verde

A chamada Zona Verde é o setor superprotegido de Bagdá que abriga as instituições iraquianas e a embaixada dos Estados Unidos.

 

Apesar de toda a segurança da área, não é a primeira vez que os militantes conseguem atacar essa região.

 

Recentemente, um ataque de morteiros interrompeu o discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, que falavam justamente sobre a segurança no Iraque.

O atentado não deixou feridos, mas as imagens do secretário-geral da ONU se encolhendo ao ouvir a forte explosão foram divulgadas em todo o mundo e serviram para ilustrar as enormes dificuldades que os americanos estão enfrentando no país árabe.

Em agosto de 2003, o enviado especial da ONU ao Iraque, o brasileiro Sergio Viera de Melo, foi assassinado junto a cerca de outras vinte pessoas em um ataque em Bagdá.

 

 

Terra

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