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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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1 de Setembro de 2004 07h29

Agronegócio no Brasil atrai investimento de estrangeiros

Estrangeiros de todo o mundo estão embarcando na rápida expansão da agricultura brasileira e comprando terras no país para investir no setor. Alta produtividade, fazendas a baixo custo e a possibilidade de até duas safras no mesmo ano são alguns dos atrativos do agronegócio brasileiro.

O país ainda não tem dados oficiais disponíveis que atestem o tamanho da participação externa, mas operadores do mercado dizem já sentir a presença dos estrangeiros, principalmente americanos.

Desde sua emancipação em 2000, o município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, vem se destacando como um dos pólos de atração de estrangeiros investindo no campo.

Tendência

Segundo o secretário de Agricultura da cidade, Eduardo Yamashita, das 600 fazendas do município, 25 estão nas mãos de fazendeiros que vieram do exterior. Há quatro anos, eram apenas 7.

"Dos estrangeiros, 15 são americanos, mas também há chineses, japoneses, holandeses, argentinos e neo-zelandeses", afirma Yamashita.

João Aurélio Viana, superintendente de política de agronegócio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, confirma a tendência.

"Números não temos, mas a percepção é que a presença deles está crescendo", diz.

Americanos

Daniel Mahoney, sócio e diretor da empresa americana Amerazil (fusão de América e Brasil, em inglês), estima que existam de 300 a 350 fazendeiros dos Estados Unidos plantando em território brasileiro.

A empresa presta consultoria a americanos e outros estrangeiros que queiram investir no Brasil.

"A maior parte desiste por causa da burocracia, ou por não conhecer a cultura brasileira", ressalta o consultor.

Há um mês, a Amerazil, cuja sede fica no Estado americano de Minnesota, abriu uma filial em Cuiabá (MT) para ajudar os estrangeiros a vencer todas as barreiras legais e burocráticas para começar a produzir no Brasil.

A Amerazil pretende atrair US$ 8 milhões (R$ 23,56 milhões) em investimentos até o fim do ano, US$ 225 milhões (R$ 662,63 milhões) até 2007 e US$ 475 milhões (R$ 1,399 bilhão) entre 2007 e 2010.

O setor agrícola deve ser apenas o primeiro passo para a empresa, que planeja trazer investimentos também para geração de energia e pavimentação de estradas.

China

Os atrativos também despertam interesse do outro lado do mundo, do governo e de empresários chineses. No início do mês, a Câmara de Comércio China-Brasil anunciou o interesse chinês na compra de terras para o plantio de soja.

"A China investirá nos setores que possam assegurar-lhe um fornecimento confiável e regular dos produtos estratégicos de que o país necessita para seu crescimento econômico e para alimentação do seu povo", destaca Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio China-Brasil. Além da soja, interessa a produção de cana e de matéria-prima para a gigantesca indústria têxtil chinesa.

"A China será em breve o maior importador de álcool do mundo e é um grande importador de algodão", ressalta Tang.

Segundo Tang, para manter e até mesmo aumentar seu grau de atratividade ao investimento estrangeiro, o Brasil deve seguir uma receita reivindicada há anos pelo empresariado.

Ele pede que o governo mantenha o câmbio relativamente desvalorizado para facilitar as exportações, flexibilize as leis trabalhistas, reduza os juros, bem como a carga e a variedade tributária, que, de acordo com o presidente da câmara de comércio, dificulta os negócios para os estrangeiros.

 

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