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Agraer incentiva produção de urucum em Nova Alvorada do Sul

22 Out 2010 - 10h44Por Fátima News com assessoria

Como parte das ações do governo do Estado para fortalecer a agricultura familiar, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) de Nova Alvorada do Sul está incentivando o cultivo de urucum nos assentamentos locais.

Na última semana foi organizada, em parceria com o Sindicato Rural do município, uma visita técnica a áreas de cultivo de urucum nos assentamentos Jaburu, PAM e PANA, com a presença da pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas, Eliane Gomes Fabri, engenheira agrônoma que vem estudando a cultura do urucum em diferentes regiões do Brasil.

Junto com os assentados, a pesquisadora tratou a campo os aspectos agronômicos da cultura, abordando o manejo necessário para a obtenção de uma melhor produtividade e a comercialização do produto, seus usos e perspectivas de mercado.

De acordo com Eliane, o cultivo do urucum é uma alternativa viável para a agricultura familiar, através da qual “pode-se obter uma excelente renda”. A engenheira agrônoma diz que no Estado de São Paulo, a área plantada de urucum cresceu 30% passando de 2.300 hectares em 2005 para 3 mil hectares este ano. “Há demanda para sustentar um crescimento maior ainda, mas a indústria é rígida e exige qualidade”, argumenta.

O produtor Paulo Roberto Lopes foi um dos participantes da visita técnica e se disse satisfeito com os resultados do evento. “O agricultor sabe plantar. O que precisamos é que a tecnologia, a informação e o conhecimento chegue até nós de forma clara e com a linguagem correta”, analisa.

A gestora de Desenvolvimento Rural da Agraer de Nova Alvorada do Sul, Elisméia de Lima Borges explica que o urucum vem se configurando como uma alternativa de geração de renda adequada às pequenas propriedades do município, melhorando a qualidade de vida das famílias rurais “O município já apresenta mais de 60 hectares de área cultivada concentrados em pequenas propriedades.Temos o cuidado de capacitar estes produtores constantemente, pois sabemos que, ao adotar alguns tratos culturais simples, como adubação e calagem e aumentar o teor de corante da planta, a indústria paga um preço maior. Atualmente paga-se em torno de R$3,00 o quilo. Com uma produtividade média entre 1000 e 1500 quilos por hectare, é possível ganhar até R$ 4 mil por hectare”, afirma Elisméia.

Segundo a engenheira agrônoma, até hoje toda a produção de urucum do município foi comercializada por quilo e não através do percentual de teor do corante como é feito normalmente. “A partir da próxima safra, pretendemos mudar essa situação. Esperamos que o produtor possa negociar sua produção a um preço mínimo de R$1,00 por percentual de teor do corante. Através de uma assistência técnica diferenciada prestada pela Agraer aos urucultores locais e à correta aplicação das técnicas de manejo pelos produtores, foi possível aumentar o teor de corante da planta, que antes estava abaixo do ideal. Com isso, os produtores vão poder lucrar mais na atividade”, avalia a gestora.

       Para o coordenador técnico municipal da Agraer de Nova Alvorada, Rogério Pieri Copetti, a cultura é rentável mesmo aos produtores que não têm condições de aplicar toda a tecnologia necessária. “Mas há uma preocupação constante de que estes agricultores ofereçam sementes cada vez melhores às indústrias, agregando um maior valor à produção. Nosso esforço para incentivar o segmento está no desafio de fazer com que o produtor possa oferecer às indústrias processadoras de urucum um produto com maior teor de corante e consequentemente, com maior qualidade”, conclui Copetti.

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