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Brasil

Agentes administrativos da PF cruzam os braços por 24h

11 Abr 2007 - 10h13

Os agentes administrativos da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul cruzaram os braços nesta quarta-feira por 24 horas, assim como todos os demais Estados, conforme informou a representante do Sindicato dos Funcionários Administrativos da Polícia Federal, Dirce de Souza. Eles reivindicam que o governo federal encaminhe o PECPF (Plano Especial de Cargos da Polícia Federal), que ainda não foi levada para o Congresso Nacional.

Em Mato Grosso do Sul são 82 agentes, entre 62 ativos e 10 inativos, totalizando 4,4 mil servidores em todo o País. Os agentes reivindicam ainda a criação do PECPF e a realização de concurso para os profissionais de administração atuarem na área.

Com a paralisação, a emissão de passaportes e de protocolo para o pedido de certificado de antecedentes criminais são os mais prejudicados, já que diariamente passam cerca de 100 pessoas para solicitarem o documento, além de atrasar o setor estrangeiro e de produtos químicos.

“O setor administrativo tem um grande valor porque permeia a atividade policial, pois tudo passa pelo administrativo”, explica. A decisão de parar as atividades em todas as unidades da Federação foi tomada pelos servidores como um instrumento de pressão ao governo federal, que prometeu encaminhar o projeto de reestruturação para o Congresso até o mês de março, fato que não ocorreu.

Policiais

Já os policiais federais vão se reunir hoje à tarde com o ministro do Planejamento Paulo Bernardo para discutir a situação da categoria, conforme informou a presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Cristiane do Valle. Ela ressalta que os policiais do Estado vão aguardar a reunião e dependendo do resultado irão realizar uma marcha rumo a Brasília (DF), ainda sem data definida.

O encontro estava marcado, inicialmente, para esta terça-feira em Brasília. "Aumenta a ansiedade", declarou Sandro Avellar, presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF. Os federais querem imediato reajuste salarial de 30%, mas o governo resiste porque pretende impor contingenciamentos.

A base da reivindicação da PF é um documento assinado pelo criminalista Marcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça no primeiro mandato do presidente Lula. A pendência é o primeiro grande desafio do novo ministro da Justiça, Tarso Genro, que abriu negociação com os federais. A PF é subordinada à pasta dirigida por Tarso.

 

 

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