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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Agência de risco melhora nota da dívida externa do Brasil

18 Set 2004 - 11h14
A agência de classificação de risco norte-americana Standard & Poor´s elevou o nota de crédito da dívida de externa do Brasil de B+ para BB-. A perspectiva também foi revisada de "positiva" para "estável". A classificação para a dívida externa de curto prazo foi mantida em B. A nota para a dívida interna continua em BB e a perspectiva foi mantida "estável".

O mercado brasileiro passou o dia todo especulando sobre a nova classificação do Brasil, o que se confirmou após o fechamento dos negócios. O dólar e o risco Brasil fecharam na menor cotação desde janeiro e a bolsa ultrapassou os 23 mil pontos, em alta de 0,86%, com giro R$ 1,265 bilhão. O volume de negociação do after market (mercado eletrônico) bateu recorde histórico de R$ 26,361 milhões, em 1.468 transações, após o anúncio da Standard & Poors.

Segundo comunicado da S&P "a elevação reflete a melhora notável na posição de liquidez externa do Brasil e a melhor dinâmica fiscal, em meio a uma forte gestão macroeconômica". A analista de crédito Lisa Schineller diz na nota que "o forte desempenho da balança comercial em 2004 e 2005 põe em destaque o declínio da necessidade de financiamento externo". Na opinião dela, as vendas externas do Brasil foram ajudadas "por fatores cíclicos favoráveis", mas também refletem "uma melhora estrutural".

A analista acredita que a melhora nas contas do Brasil "deverá favorecer uma estabilidade maior do real. Além disso, disse, o declínio na parcela de dívida indexada ao dólar (13% da dívida interna em agosto de 2004, de 22% em dezembro de 2003) contribui para isolar as contas fiscais do Brasil e sua dívida das flutuações do câmbio. Ela projeta um crescimento da economia este ano de 4% e de 3% em 2005, mas adverte que "o crescimento no investimento permanece em níveis baixos". A nota diz que "a aprovação de uma reforma microeconômica dará mais apoio ao investimento" e defende "o superávit entre de 3% a 4% do PIB para manter a trajetória da dívida numa ladeira para baixo".

 

 

Estadão

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