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Adultos voltam às salas de aula em busca de qualificação

12 Jul 2004 - 08h10
Começar de novo. Este foi o sentimento que a dona-de-casa Maria das Dores Ribeiro teve quando voltou para a sala de aula aos 29 anos de idade. Depois ter concluído a quarta série, ter tido seus dois filhos e montado sua vendinha de tacacá, ela resolveu voltar a estudar.

Já se vão mais de cinco anos e a dona-de-casa, hoje com 34 anos, procurou a escola mais próxima de sua casa, na cidade de Xapuri (AC) e só saiu depois de ter concluído o ensino médio por meio do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), agora em junho. “Eu estou muito feliz por ter terminado o curso. Terminado o curso, pois os estudos eu não pretendo parar”, comemora ela.

A história de Maria das Dores tem se repetido cada vez mais no Brasil. De acordo com dados do Censo Escolar de 2003, cerca de 3,7 milhões de alunos com mais de 25 anos estavam matriculados na educação básica, seja no ensino fundamental ou médio. Os alunos adultos já somam 7,7% dos 47,9 milhões de estudantes dessas etapas de escolarização.

O fenômeno é peculiar no Acre, pois lá 13,2% dos alunos mais “maduros” estão de volta às escolas. O estado só perde para o Pará, que registrou 14,9% dos alunos com mais de 25 anos na educação básica. “A turma que começou, terminou. Foram poucos os que desistiram”, comprova Maria das Dores.

O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC), professor Eliezer Pacheco, acredita que a intenção de obter melhor nível escolar para disputar uma vaga no mercado de trabalho e o maior número de vagas para o acesso dos estudantes são os principais fatores de volta às escolas. “O mercado de trabalho está cada vez mais exigente; se não tiver nenhuma escolaridade, mesmo para as pessoas mais humildes não haverá muita chance”, avalia o professor.

As ambições da dona-de-casa acreana são mais modestas. Ela não sonha em ser advogada ou médica. Maria das Dores conta que voltou a estudar apenas para conseguir passar em algum concurso público ou ainda continuar os estudos, tentando o vestibular. “Não sei o que vou fazer ainda. As opções aqui são poucas e devo estudar para dar aulas”, afirmou.
 
 
Agência Brasil

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