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Acordo internacional deve mudar ortografia no Brasil

9 Mai 2007 - 08h45

As normas que regem a escrita no Brasil têm futuro incerto. Com o acordo ortográfico discutido pelos países que falam o português, muitas mudanças podem vir por aí.

Na hora de enfrentar papel e caneta, o bom português nem sempre está na ponta da língua. As dúvidas agora chegam até a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Em um mês de funcionamento, o serviço que responde a perguntas sobre a língua portuguesa recebeu 1.500 consultas pela internet. E muito mais pode vir por aí, quando o acordo ortográfico discutido pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa sair do papel.

Será uma nova reforma para deixar mais parecido o português que se escreve no Brasil, em Portugal e mais seis países. O acordo ortográfico vai mudar uma parte desse enorme universo de palavras. Hoje, no Brasil, são 360 mil e todas elas estão aqui no vocabulário oficial da ABL.

A maneira de escrever muitas dessas palavras deve mudar para que os países de língua portuguesa possam, no futuro, consultar um dicionário único. Para que a gente, além de falar, também escreva a mesma língua.

"Vantagens culturais, vantagens de ordem política, vantagens de ordem de econômica até, porque aí a língua portuguesa não terá duas vertentes em matéria de ortografia", explica Evanildo Bechara, gramático e membro da ABL.

A idéia é economizar acentos. O circunflexo, popular chapeuzinho, sai de cena em palavras como vôo, abençôo,enjôo. E o trema? Tão desprezado que tem gente que nem sabe o nome.

"Não tá faltando nada?", pergunta a repórter a uma mulher ao mostrar "linguiça" escrito em um papel.  "Acho que a crase", responde a mulher. "Dois pontinhos pra você é crase?", pergunta a repórter. "É. Até hoje em dia, sim", finaliza a mulher.

Pois os dois pontinhos podem ser extintos. Para os jovens da geração internet, que já aboliram os acentos por conta própria, a mudança vem tarde. "Não vai fazer grande diferença, porque a gente já não usa mesmo", reconhece uma jovem estudante.

Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo, mas Portugal não se posicionou, por isso, a mudança ainda não vale.

 

G1

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