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Brasil

97% das negociações salariais deram aumento real

17 Ago 2007 - 16h49

A melhora nas condições macroeconômicas do país e a maior base de funcionários sindicalizados permitiram que as negociações salariais do primeiro semestre deste ano tivessem saldo positivo, apontou nesta sexta-feira um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo o órgão, 97,1% das 280 negociações de categorias de trabalho privadas da indústria, do comércio e do setor de serviços tiveram como resultado um reajuste igual ou superior à variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no mês da data-base de cada categoria.

No mesmo período do ano passado, este índice tinha sido de 95,6%. Já o índice dos que tiveram aumento real nos salários teve um acréscimo mais significativo. No primeiro semestre ficou em 87,5%, contra 81,9% do ano passado.

A análise destes números só leva em conta o salário base, excluindo do cálculo outros benefícios como PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vales e outros.

Para diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, quatro fatores foram decisivos para o resultado: o crescimento constante da economia, o maior planejamento de longo prazo das empresas, a queda nos níveis de desemprego e o ambiente mais propicio de negociação causado pelos índices de inflação mais baixos.

"A economia vêm crescendo, mesmo que em patamares baixos. Mas agora é constante, ao contrário de antes, que havia paradas e até retração. Neste ambiente, é possível as empresas terem maiores condições de se planejar, o que leva ao aumento das contratações", disse. 'Com isso, há a queda do desemprego numa constante desde 2004".

Ao fim da cadeia, há a revalorização das negociações sindicais, reforçada pelo maior número de empregados com carteira assinada e sindicalizados.

Indústria lidera

Entre os setores produtivos, a indústria foi a que teve o melhor desempenho. 92,8% das negociações terminaram em reajuste acima do INPC, e apenas 0,9% abaixo. No setor de serviços 84,8% deram saldo positivo, e no comércio o índice foi de 81,8%.

Segundo o supervisor do escritório regional de São Paulo do Dieese, José Silvestre, a indústria é mais sensível às condições macroeconômicas, e por isso consegue um resultado mais positivo. "A indústria é o carro-chefe da economia e puxa a atividade econômica", disse.

Para ele, uma prova disso é que nos anos de 1999 e 2003 quando a análise atingiu seus piores índices --a indústria foi o setor com o desempenho mais fraco.

Para o segundo semestre, os sindicalistas apostam numa manutenção do bom desempenho das negociações salariais. Setores importantes da economia, como os bancários, metalúrgicos, comerciários, petroleiros e químicos, possuem suas respectivas datas-base nesta época do ano.

"Vemos uma tendência de reforçar os acordos nacionais, o que favorece a negociação", explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. "A tendência é do ganho melhorar com a ação unitária", disse o presidente da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).

Folha Online

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