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Fátima do Sul, 18 de Outubro de 2017
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11 de Novembro de 2004 13h21

400 ônibus são assaltados por ano no Brasil

A cada ano são assaltados 400 ônibus nas rodovias brasileiras, atingindo quase 15 mil usuários. Mas os números podem ser maiores de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati). Isso porque muitas ocorrências não são registradas.

"O crime vem crescendo ao longo dos anos. Mesmo com repressão, tem evolução de crescimento", afirmou o superintendente da associação, José Luiz Santolin.

A segurança no transporte rodoviário de passageiros foi discutida na quarta-feira (10) em Brasília em seminário promovido pela Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Abrati. A idéia é unir esforços no combate ao crime.

"É preciso que haja participação e colaboração de todos os órgãos envolvidos para que a gente possa enfrentar organizadamente esse tipo de delito", diz o inspetor Altair Benites, da Polícia Rodoviária Federal.

Hoje, a Polícia Rodoviária Federal possui sete mil homens para fiscalizar os quase 60 mil quilômetros de rodovias brasileiras. O efetivo ainda não é suficiente, segundo o inspetor. Benites contou que a polícia procura promover ações de inteligência para evitar os crimes e prender as quadrilhas. "Quando identificamos algum ponto crítico trabalhamos na área de inteligência", explica. Ele disse que no ano passado 50 pessoas foram presas no Entorno do Distrito Federal e Goiás e Minas Gerais por praticar assaltos em estradas.

Novas regras para penas

Mas, segundo Santolin, da Abrati, a prisão não é suficiente, pois os criminosos ficam cerca de 30 dias presos e voltam a praticar assaltos nas estradas. Ele defende a federalização desse tipo de crime.

"É um crime que não pode ser considerado comum. Hoje, ele é altamente praticado e precisa ser federalizado para que receba um tratamento de repressão de combate nos moldes que hoje são aplicados ao tráfico, ao contrabando, ao descaminho, enfim, a crimes que extrapolam um estado ou uma rodovia", afirma. "Esse crime hoje compensa, porque o combate a ele é disperso, desordenado e sem uma legislação punitiva", completa.

De acordo com a Abrati, os assaltos ocorrem mais durante à noite no Entorno do Distrito Federal e Goiás, Triângulo Mineiro, Pará, Maranhão, Bahia e Pernambuco. "São pessoas submetidas a constrangimento, humilhações e violência de toda ordem", afirma.

Constrangimento e medo foi o que passou a publicitária Mariana Ferreira. No Carnaval de 2000 ela deixou Brasília em direção a Porto Seguro. Durante o caminho, em uma estrada da Bahia, o ônibus onde estava foi abordado por assaltantes, que entraram no veículo armados e mascarados. Por mais de três horas, os homens levaram jóias, dinheiro e objetos pessoais dos passageiros. "Senti medo e fiquei muito preocupada uma vez que tiraram o ônibus da estrada e levaram para um lugar ainda menos movimentado e escuro. Não sabia o que ia acontecer. Depois foi uma sensação muito grande de impotência porque a gente não tinha a quem recorrer, de não ter quem olhasse por a gente", conta.

José Antônio Schimidtt, da ANTT, também participou do seminário. Segundo ele, esse tipo de delito é um problema mais profundo e sério e acredita que a má conservação das estradas também contribua para aumento da criminalidade nas rodovias brasileiras. "O assaltante pode cometer crime a pé", diz. Schimit defende que para tentar solucionar o problema é necessário aumento da fiscalização e dos recursos humanos.

 

Terra Redação

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